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21 de maio de 2013

Entrevista com o cineasta Costa-Gravas



Aos 80 anos, cineasta Costa-Gavras fala sobre 'O Capital', filme em que discute o poder e a crise na Europa

Douglas Gravas de S. Paulo


Constantin Costa-Gavras descarta a bandeira de "cineasta político". "Faço filmes sobre o que vejo", diz. "Mas todos os filmes são políticos. Não há nada mais político do que um filme de super-herói."

Com 80 anos de idade e 55 de cinema, ele se tornou conhecido ao filmar o caso real do assassinato de um político grego em "Z" (1969), longa que lhe rendeu o Oscar de filme estrangeiro.

Sua vasta filmografia inclui ainda críticas a regimes militares -- "Estado de Sítio" (1972) e "Desaparecido - Um Grande Mistério" (1982)--, mas seu inimigo parece ter trocado as armas pelos labirintos do sistema financeiro.

Em 2012, Gavras adaptou o romance "Le Capital", do francês Stéphane Osmont. O resultado, "O Capital", retrata a sobreposição dos bancos à democracia pela perspectiva de um ambicioso executivo e tem previsão de estrear no Brasil no próximo dia 31.

Ao tecer um retrato da crise financeira que assola o continente desde 2008, o cineasta greco-francês é enfático: "A Europa se tornou um grande supermercado".

Costa-Gavras lamenta os rumos atuais da União Europeia ao lembrar sua chegada à França em 1954, filho de um imigrante que lutara na ala esquerdista da Resistência Grega aos nazistas na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

As atividades políticas de seu pai tornaram insuportável a vida na Grécia, então sob um regime militar, e a tentativa de emigrar para os Estados Unidos seria impossível com as duras leis do macarthismo --período de caça implacável a suspeitos de ligações com o comunismo.

Leia a seguir trechos da entrevista que ele concedeu por telefone à Folha da casa em que vive há 50 anos em Paris.


Folha - De onde nasceu a ideia para filmar "O Capital"?
Costa-Gavras - O filme começou a ser produzido antes da crise de 2008, pois queria retratar os riscos de endividamento que a Europa enfrenta já há vários anos. Essa preocupação levou-me a ler muitos romances com viés econômico, entre eles o de Osmont, que era assessor financeiro de algumas das maiores empresas da Europa.


O que há de marxista no filme?
Nada muito além do título. Nos dois casos, fala-se do dinheiro e do perigo da sua acumulação, mas o filme não é uma condenação ao capitalismo, apenas ao modelo atual. O dinheiro é um instrumento extraordinário, permite a comunicação, as trocas. Mas também é um mecanismo de corrupção.

O sistema financeiro criou uma nova estrutura de poder?

15 de maio de 2013

O desabafo de Alain Delon: 'Não quero morrer sozinho'



"O mundo atual não me agrada mais", disse o galã de 'Rocco e seus Irmãos' em entrevista a uma revista francesa


O ator francês Alain Delon, de 77 anos, confessou que perdeu "a paixão" pelo mundo que o rodeia e que passa a maior parte de seu tempo "à toa", rodeado por seus animais, enquanto tenta desfrutar ao máximo os filhos e netos para "não morrer sozinho".
"Fui tão feliz como não se pode ser toda a vida. E quero compartilhar o máximo que puder com meus filhos. Não quero morrer sozinho", disse em entrevista à revista Paris Match o ator de Rocco e seus Irmãos (1960) e O Leopardo (1963), ambos dirigidos por Luchino Visconti. O célebre galã francês reconhece que é um homem nostálgico e diz que não teme a morte porque é a única certeza de uma existência que agora gira em torno da família. "O mundo atual não me agrada mais. Nada me anima realmente e eu costumava ser uma pessoa apaixonada. O que me falta é vontade, paixão. Mas vou despertar, talvez."
Uma versão restaurada de O Sol por Testemunha (1960), longa estrelado por Delon e dirigido pelo falecido René Clément, será projetada no próximo dia 25 no Festival de Cannes, mostra com a qual Alain Delon mantém uma relação de amor e ódio. A exibição do filme será , para o ator, um "flashback doloroso" por causa das pessoas que amava e que "já não estão aqui". Alain Delon foi pela primeira vez ao Festival de Cannes em 1957, quando ainda era um rosto anônimo, e voltou em várias ocasiões, embora não tenha sido convidado em 1997, algo que lhe irritou. "O mundo inteiro estava convidado para o 50º aniversário do evento, principalmente os americanos, obviamente. Todo o mundo, exceto (Jean-Paul) Belmondo e Delon", lembrou.
Delon também tem boas lembranças das mulheres com quem trabalhou, como Katharine Hepburn, Ava Gardner, Laurent Bacall e Brigitte Bardot, atriz com quem mantém uma "amizade muito próxima há 50 anos". Sempre cercado de beldades, o ator que fez sonhar milhões de mulheres de todo o mundo também já foi rejeitado por algumas que não aceitaram suas proposições. "Claro que já fui rejeitado, inclusive por desconhecidas. Sofri muito... mas a maioria aceitou", comentou entre risos a lenda do cinema que se diz aposentado e só deixa a porta aberta a Luc Besson e Roman Polanski.
"O cinema atual evoluiu em um sentido que não me agrada. Antes, você se jogava em uma poltrona vermelha para ver Ingrid Bergman beijar Cary Grant e sonhar. Uma vez roubado o sonho, o cinema não me interessou mais."

(Com agência EFE)

24 de novembro de 2012

Larry Hagman, de Jeannie é um Gênio, morre aos 81 anos



O ator Larry Hagman, que ficou famoso por viver o vilão J.R. Ewing na série televisiva Dallas e por integrar o elenco de Jeannie é um Gênio, morreu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos, em decorrência de complicações surgidas em sua luta contra o câncer, informou o diário DallasNews.

O ator faleceu às 16h20 (horário local) em um hospital em Dallas, indicaram membros da família ao periódico. No momento de sua morte, que coincidiu com a celebração do Dia de Ação de Graças, a família e os amigos mais próximos se encontravam junto a ele, segundo precisou um comunicado familiar. "Quando morreu, estava rodeado por seus entes queridos. Partiu tranquilamente, como ele teria desejado", acrescentou a nota.
Histórico
Larry Hagman, nascido em 21 de setembro de 1931, em Fort Worth (Texas), ficou mundialmente famoso por seu papel como John Ross Ewing, mais conhecido como J.R., na série Dallas, na qual vivia um homem de negócios sem escrúpulos, malicioso e manipulador.
Na série de TV Jeannie é um Gênio (em inglês I dream of Jeannie), transmitida entre 1965 e 1970 nos Estados Unidos e sucesso no Brasil, Hagman interpretou Anthony Nelson, que tinha em casa uma moça chamada Jeannie, que era um gênio das histórias das Mil e Uma Noites
O ator era casado desde 1954 com a decoradora sueca Maj Axelsson, com quem tinha dois filhos. Desde 13 de junho, apesar da idade, o ator voltara a Dallas para dar vida a J.R. na nova série Dallas 2.0, produzida pela rede de televisão TNT.

Fonte – Blog do Nassif


5 de outubro de 2012

Filme de Hitchcock reúne multidão na praia de Copacabana




A oportunidade única de assistir ao primeiro filme do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, acompanhado por uma orquestra sinfônica em plena praia de Copacabana atraiu milhares de pessoas na noite desta quinta-feira.
A primeira obra de um ícone do cinema, "The Pleasure Garden", de 1926, foi uma das atrações do circuito mais democrático da edição de 2012 do Festival do Rio. Cerca de 4.000 pessoas não perderam a chance de vivenciar um grande momento sem precisar enfrentar longas filas ou ingressos caros, e tendo ao fundo o belo cenário de uma das praias mais famosas do mundo.
"A gente trouxe algumas cangas, um vinho, reuniu os amigos e viemos assistir a um clássico do cinema na praia de Copacabana. É uma experiência incrível. Foi como um resgate da origem do cinema, em que todo mundo riu, se divertiu, comentou, vibrou... Foi um cinema interativo mesmo", afirmou a cineasta Amanda Castro, de 23 anos.
Ao som da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, regida pelo maestro britânico Christopher Austin, os espectadores acompanharam o longa restaurado pelo British Film Institute (BFI). A edição -exibida anteriormente apenas nos Jogos Olímpicos de Londres- faz parte de uma parceria com o British Council e teve sua nova trilha sonora escrita pelo compositor Daniel Patrick Cohen.
No melhor estilo carioca, os cinéfilos trouxeram suas cadeiras de praia e trocaram o sol pela luz da telona e das estrelas. Jovens, adultos e até mesmo algumas crianças se envolveram com o thriller, reagindo a cada guinada da trama. Até o vendedor de bebidas, repreendido após romper o silêncio com gritos de 'Cerveja, água, água de coco', pareceu ter sido levado pela história.
Segundo a diretora-executiva do festival, Ilda Santiago, o sucesso do Cinema da Praia, iniciativa que não era realizada há quatro anos, foi uma grande surpresa.

27 de setembro de 2012

Cinema - Estreia 360



360 (Idem). Direção de Fernando Meirelles. Roteiro de Peter Morgan. Paris Filmes. Com Anthony Hopkins, Rachel Weisz, Jude Law, Moritz Bleibtreu, Jamel (Debbouze), Lucia Spisova, Gabriela Marcinkova, Juliano Cazarré, Maria Flor, Marianne Jean Baptiste.

Os americanos não estão sabendo compreender e curtir a proposta deste novo filme de Meirelles, a ponto de não perceberem que ele é uma releitura do célebre La Ronde (Reigen), a peça de Arthur Schnitzler que já foi filmada algumas vezes (La Ronde, 50, uma obra prima de Max Ophuls, a Ronda do Amor, 64, de Roger Vadim com Jane Fonda, e pelo menos cinco outras vezes, inclusive em O Círculo de Jafar Panahi).
Basicamente é a história circular (tanto que o filme foi chamado em Portugal 360: A Vida é um Circulo Perfeito), que começa e termina com um mesmo personagem, no caso uma prostituta. O próprio Fernando afirma modestamente que o filme é mais do obra do roteirista Peter Morgan do que dele próprio (Peter acompanhou a filmagem e até a montagem e, de certa maneira, conta sua história, já que ele é baseado em Viena, na Áustria e muitas das histórias que conta ele viveu ou observou nas suas contínuas viagens para a América ou Londres).

Para quem não lembra, Peter é britânico e escreveu os roteiros de O Último Rei da Escócia, A Rainha (que lhe deu indicação ao Oscar), Frost/Nixon (outra indicação), Além da Vida, de Clint Eastwood, A Outra, Damned United/Maldito Futebol Clube e outros. Mas Fernando conseguiu comprovar sua notável capacidade de conduzir de forma perfeita um elenco vindo de diversas partes do mundo, alternando estrelas com desconhecidos (ao menos para nós), com uma eficiente dupla de brasileiros falando inglês (a encantadora Maria Flor e o Juliano Cazarré, em franca ascenção). Todos estão ótimos, às vezes em papeis ingratos (Jude Law), mas para comprovar a harmonia da direção, basta dar dois exemplos. Anthony Hopkins está em um de seus grandes momentos, e o mais tocante é quando participa de uma reunião dos Alcoólatras Anônimos e acrescentou aos diálogos sobre sua própria experiência, quando há trinta e tantos anos conseguiu vencer o alcoolismo (e a história que conta do padre é real). O outro exemplo é com o jovem americano Ben Foster, que é daqueles que seguem a risca o método Stanislawski (a ponto de não querer encontrar Maria Flor até quando realmente a encontra no aeroporto). Ele tem a tendência de super representar, cair no exagero e se perder. Mas não aqui. Como um ex-detento por ofensas sexuais que está tentando se reabilitar, ele consegue criar tensão e mesmo simpatia.

Morre o inspetor Dreyfus dos filmes da 'Pantera Cor de Rosa'




O ator Herbert Lom, famoso por interpretar o inspetor Charles Dreyfus nos filmes da série "A Pantera Cor de Rosa", faleceu nesta quinta-feira aos 95 anos, anunciou a família em Londres.
Morador do Reino Unido desde pouco antes da Segunda Guerra Mundial, Lom participou em mais de 100 produções ao longo de meio século de carreira, iniciada na Tchecoslováquia.
Ele nasceu em Praga em 1917.
Entre seus principais filmes estão "Spartacus", ao lado de Kirk Douglas, e "El Cid", no qual interpreta o emir Ben Yusuf, inimigo do protagonista encarnado por Charlton Heston, ambas nos anos 1960. Também estava presente em "Ladykillers" (1955), ao lado de Alec Guinness e de Peter Sellers, com quem estabeleceria uma parceria nos filmes da "Pantera".
Mas ele sempre será lembrado pelo papel do irritadiço Dreyfus, o chefe do inspetor Clouseau (Peter Sellers), que interpretou em vários filmes da série "A Pantera Cor de Rosa", dirigidos por Blake Edwards, a partir de "Um Tiro no Escuro" (1964).
"Como muitos atores, nunca quis ser identificado com um papel particular e, depois de ter interpretado o papel de gangster do leste europeu em muitos filmes, foi um prazer para ele ser escolhido para um papel em uma comédia com Peter Sellers. Ele aproveitou muito", escreveu Alec Lom, um de seus três filhos.
Herbert Lom, ou Herbert Karel Angelo Kuchacevic ze Schluderpacheru, trabalhou também no teatro e televisão, com presença em algumas séries americanas famosas como "Havaí 5.0".

Fonte – cinema.com.br

20 de setembro de 2012

'O Palhaço' vai disputar indicação ao Oscar




Dirigido por Selton Mello, produção foi escolhida por uma comissão que se reuniu no Ministério da Cultura e irá representar o País na disputa a uma vaga para concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro da premiação americana

Guilherme Jeronymo, da Agência Brasil - O filme O Palhaço, dirigido por Selton Mello, será o representante brasileiro na disputa a uma vaga para concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro do Oscar 2013, nos Estados Unidos. A escolha foi feita nesta quinta-feira 20 por uma comissão especial que se reuniu na sede do Ministério da Cultura, na capital fluminense.
A decisão, consensual, dos seis membros presentes da comissão considerou critérios artísticos e da capacidade de distribuição e promoção do filme no exterior.

Fonte – Brasil247

19 de setembro de 2012

A primeira foto do diretor do filme que pôs em convulsão o mundo islâmico


Nakoula com uma atriz do filme infame
Por Paulo Nogueira

E eis que finalmente aparece a primeira foto de Nakoula Basseley Nakoula, 55 anos, o americano de origem egípcia por trás do infame A Inocência dos Muçulmanos.
O filme continua a gerar protestos violentos no mundo árabe. Poucas horas atrás, uma mulher-suicida – raridade das raridades, até aqui – matou a si mesma e mais doze pessoas numa perua em Cabul, a capital do Afeganistão.
O atentado foi reivindicado pelo Hezb-i-Islami, um grupo que, a exemplo do Talibã, luta contra a presença americana no Afeganistão e contra o governo local, controlado pelos Estados Unidos. Nove estrangeiros morreram na ação, atribuída pelo Hezb-i-Islami ao filme de Nakoula.
Na mesma Cabul, o site do New York Times publicou uma foto perturbadora: uma marcha de crianças que gritavam “Morte aos Estados Unidos”. O ambiente não poderia ser mais nervoso. Na semana passada, um drone – os aviões americanos de guerra sem tripulação – matou mulheres e crianças no Afeganistão numa tentativa de alcançar militantes islâmicos.
Crianças gritam "morte aos Estados Unidos"
 num protesto no Afeganistão

Crianças gritam "morte aos Estados Unidos" num protesto no Afeganistão
Enquanto isso, do outro lado do mundo, Nakoula segue em sua louca cavalgada. Fugiu de sua casa na Califórnia no meio dessa madrugada com sua família rumo a um local ignorado.
As novas informações que vão aparecendo dele reforçam o perfil de um vigarista fanático. Nakoula, papéis descobertos ontem mostram, era informante do FBI. Ele se ofereceu para o papel de delator para reduzir a pena a que fora condenado por fraudes variadas, de sonegação de imposto ao uso de nomes falsos com propósitos espúrios.
Nakoula afirmou que o Islã é o “câncer do mundo”. Se ele olhar para o espelho, vai ver o tipo de gente que é, na verdade, o câncer do mundo.

Fonte – diariodocentrodomundo.com.br

15 de setembro de 2012

Descoberto o primeiro filme a cores do mundo



Por Cláudia Carvalho

Foi encontrado no Reino Unido, aquele que será o primeiro exemplar de um filme a cores, datado de 1901 ou 1902. Até aqui os registos e a história do cinema relatavam que a primeira obra a ser exibida a cores tinha sido em 1909, depois de em 1906 se ter patenteado o sistema Kinemacolor, que permitia produzir películas a cor.
Fotograma do filme de Edward Turner (DR)

O filme estava esquecido há décadas dentro de uma lata e foi recentemente descoberto e restaurado no National Media Museum, em Bradford, que só agora anunciou o achado por estar em condições de exibir a película, pela primeira vez.
Realizado pelo fotógrafo londrino Edward Raymond Turner, o filme, em que se vêem três meninos, possivelmente filhos de Turner, foi digitalizado de forma a poder recuperar a cor original da época. A descoberta é considerada como uma das mais importantes na história do cinema, uma vez que dá novas luzes sobre o aparecimento dos filmes a cores. “Acreditamos que isto vai reescrever a história do cinema”, disse ao The Telegraph Paul Goodman, responsável pela colecção do National Media Museum, sublinhando que “Edward Turner é o pai das imagens a cores em movimento”. “Não é um exagero. Estas são as primeiras imagens do mundo a cores em movimento.”
A morte precoce de Edward Turner, que morreu em 1903 de ataque cardíaco, não permitiu que o fotógrafo continuasse a desenvolver a sua técnica, nunca tendo passado dos testes e por isso sempre longe da vista do público. Em 1899 Turner tinha mesmo patenteado a sua prática, que se baseava em fotografar frames a preto e branco através de filtros azuis, verdes e vermelho.
“É mesmo muito significativo, é definitivamente o primeiro filme a tentar captar as cores naturais, é realmente bonito”, disse à BBC Bryony Dixon, curadora do cinema mudo no British Film Institute (BFI), explicando que existem registos de alguns filmes a cores anteriores a 1902 mas não se tratam das cores reais, uma vez que os produtores pintavam o filme. “