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8 de junho de 2013

Dois pontos fora da curva



Por Leonardo Attuch

O ministro Barroso e a procuradora Duprat são boas novidades na arena política

A semana que passou permitiu que o Brasil conhecesse dois personagens que poderão contribuir – e muito – para que o País retome sua normalidade institucional. O primeiro deles foi o novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, aprovado pelo plenário do Senado. A segunda, a subprocuradora-geral da República, Deborah Duprat, que poderá vir a suceder Roberto Gurgel na chefia do Ministério Público.
Barroso chega ao STF com uma bagagem acadêmica inquestionável e com o apoio de praticamente toda a sociedade – salvo daqueles setores mais obscurantistas. É tão respeitado que o próprio senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez questão de reconhecer publicamente o acerto da adversária Dilma Rousseff em sua escolha. Das declarações na sabatina, a mais destacada foi a de que o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, foi um "ponto fora da curva" na história da suprema corte – o que é inquestionável.
No entanto, sua fala mais relevante diz respeito à separação dos poderes e foi um recado direto endereçado ao ministro Gilmar Mendes, que impediu, com uma liminar, a tramitação de um projeto sobre fidelidade partidária. "Quando o Legislativo atua, o Judiciário deve recuar, a menos que haja uma afronta evidente à Constituição", afirmou ele, na última quarta-feira. “O juiz só dará a última palavra se for uma cláusula pétrea, tudo mais poderá ter a última palavra dada pelo Congresso."
No mesmo dia, a poucos metros dali, o plenário do STF começou a analisar a liminar de Gilmar – que, provavelmente, será derrubada. A fala mais marcante veio da subprocuradora Deborah Duprat, que substituía o chefe Roberto Gurgel, em viagem ao exterior. "Sinto muito, mas não posso me calar", disse ela, antes de assumir, no plenário, uma posição diametralmente oposta à de Gurgel. Segundo Deborah, a liminar de Gilmar representa um "grave precedente" e ameaça a própria democracia, ao negar ao Congresso o direito de definir sua própria pauta legislativa.
Com sua fala, a subprocuradora, que está na lista tríplice na mesa de Dilma, pode ter ganho pontos na disputa para suceder Gurgel e assumir o comando do Ministério Público – no que seria o segundo acerto em seguida do governo, depois da escolha de Barroso. Deborah também se manifestou sobre a criação de novos tribunais regionais federais, promulgada pelo Congresso, numa sessão presidida pelo deputado André Vargas (PT-PR).  "Não vejo qualquer inconstitucionalidade".
Com seus gestos e suas palavras, Barroso e Deborah começam a devolver ao Congresso Nacional o seu poder legítimo, que vinha sendo usurpado pelo Judiciário. É um bom sinal num país que ameaçava substituir sua democracia por uma espécie de supremocracia. Aliás, do STF, de onde deveria vir o exemplo, veio o deboche. Ao ser questionado sobre a criação dos novos tribunais, que combateu firmemente, o presidente da corte, Joaquim Barbosa, respondeu em inglês: "Who cares?" Na verdade, quem se importa com o Congresso Nacional é quem apreço pela democracia.

Fonte – Brasil247

25 de abril de 2013

Desemprego em março é o menor em 12 anos





Taxa ficou em 5,7%, o que fortalece o principal trunfo da presidente Dilma Rousseff, na caminhada pela reeleição; em relação ao ano passado, taxa é 0,5 menor, a despeito do ritmo lento de expansão da economia; percepção de bem-estar pode conter movimentos da oposição

247 - O principal trunfo da presidente Dilma Rousseff na caminhada à reeleição continua em suas mãos. Hoje, o IBGE divulgou o menor desemprego em 12 anos para o mês de março, o que pode conter movimentos da oposição. Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil:

Vinícius Lisboa - Agência Brasil

Rio de Janeiro - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,7% em março, praticamente estável em relação à de fevereiro (5,6%). O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa é a menor registrada para o mês de março desde o início da série histórica, em 2002. Na comparação com março do ano passado (6,2%), o índice é 0,5 ponto percentual menor.
A população desocupada totalizou 1,4 milhão de pessoas no mês passado.
A Pesquisa Mensal de Emprego é feita nas regiões metropolitanas do Recife, de Salvador, de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Porto Alegre.

Fonte – Brasil247


17 de dezembro de 2012

Hoje é o Dia D



Por Dirceu Faria

É hoje!!!! Fiquemos atento a transmissão ao vivo da sessão do STF hoje à tarde. É nesta sessão, transmitida pela TV Justiça que o destino do país vai ser decidido. O ministro Celso de Mello está entre a coerência e a influência da mídia. Coerência a um voto seu defendendo que só o congresso pode  cassar um deputado ou senador. Mas a influência da mídia, para alguns ministros é mais importante do que a sua convicção, principalmente para ele que já foi chamado de “você é um juiz de merda” por Saulo Ramos, um dos padrinhos ao seu ingresso no STF. Acusação esta por falta de coerência. Esta frase se encontra no livro “o código da vida” do próprio Saulo. Acho que só podemos esperar mais um ato de incoerência e uma crise institucional entre o Congresso Nacional e o STF. Esperamos também que o Presidente da Câmara dos Deputados reaja a decisão do STF, se realmente ele, Celso de Mello, votar a favor da cassação pelo STF.

29 de novembro de 2012

Angustiado, FHC pede que PSDB ouça "voz das ruas"




Em evento que reuniu tucanos eleitos em São Paulo, ex-presidente da República defende que o partido ajuste seu discurso com base no que ouvir da população; "Não se pode mais deixar o partido para o momento da eleição"; tucano também condenou as alianças "tortas" feitas pela legenda, que não apresentam viés ideológico

247 – O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso se mostrou angustiado com o PSDB durante evento realizado com os tucanos eleitos em São Paulo nesta quinta-feira. Para ele, principal voz da experiência dentro do partido, é preciso que a sigla ajuste seu discurso com base no que diz a população.
Para ele, o partido deve se abrir aos jovens e às mulheres e voltar a ouvir a "voz das ruas", além de falar mais clara à população. "Precisamos ter seminários para ouvir, chamar as pessoas para que elas nos digam o que elas sentem, o que elas querem, o que precisam e como veem o mundo, para que possamos ajustar o nosso discurso", afirmou.
De acordo com o ex-presidente, quando um jovem entra no partido dizendo que quer militar no PSDB, ele acredita que o caminho certo seria encaminhá-lo para a rua. "Militar é com a sociedade, na rua, no núcleo de trabalho", defendeu. Segundo ele, "não se pode mais deixar o partido para o momento da eleição".
FH também criticou, durante seu discurso, as alianças "tortas" feitas pelo partido, sem viés ideológico. O uso da legenda para satisfazer a vontade de alguns, em vez de decidir o que é melhor para o partido, também foi alvo de críticas do tucano. "Precisamos voltar a deixar a nossa marca", declarou.
Eleições
Nesta tarde, a Comissão Executiva Nacional do PSDB realiza reunião na sede do partido, em Brasília. O objetivo é avaliar o desempenho da sigla nas eleições municipais e planejar ações para curto prazo.
Segundo o presidente da legenda, deputado federal Sérgio Guerra (PE), "a esta altura já há uma possibilidade grande de ter sobre elas [as eleições] um exame isento e seguro. Vamos, agora, examinar como ficou o partido depois do pleito. E definir, pelo menos do ponto de vista da Executiva, rumos para curto prazo", disse Guerra.
Na disputa municipal, em outubro, o PSDB elegeu 702 prefeitos – entre eles, de quatro de capitais de estado – e 5.252 vereadores. Na disputa do segundo turno, foi a sigla que mais obteve saldo positivo, com nove vitórias.

Fonte – Brasil247

26 de novembro de 2012

Dilma consolida seu método de gestão de crises




Resposta rápida, nenhum pingo de indecisão e sem passar a mão na cabeça de ninguém. Foi assim com os ministros "faxinados" e está sendo do mesmo jeito com a ex-secretária de Lula. Não é por acaso que ela desponta na primeira pesquisa Ibope para a sucessão de 2014 com ampla vantagem sobre seus adversários

247 - É possível, e até provável, que alguns veículos de comunicação tentem esticar ao máximo o "Rosegate", mas a crise que envolve Rosemary Nóvoa de Noronha, a ex-chefe de gabinete da presidência da República, em São Paulo, tem tudo para ter fôlego curto. Curtíssimo.
Em menos de 24 horas, assim que teve todas as informações sobre a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, a presidente Dilma decidiu exonerar a funcionária, assim como outros servidores públicos que também serão alvo de processos administrativos. 
Deixou claro, portanto, que o governo nada teme - e que também não passa a mão na cabeça de ninguém. No caso de Rosemary, seu padrinho era ninguém menos que o ex-presidente Lula da Silva, que foi avisado por Dilma, sobre o caso, quando já não havia mais nada a fazer. O teor das gravações e a forma como Rose tentou resistir, ligando para o ex-ministro José Dirceu (que também disse nada poder fazer), tornaram impossível sua permanência na presidência da República.
De todas as demissões efetuadas por Dilma, esta foi a mais ágil, consolidando um padrão do Palácio do Planalto na gestão de crises. Algo que já havia sido iniciado no primeiro ano de governo. Antonio Palocci era o "superministro" e também um dos mais próximos a Lula, em 2013. Caiu quando surgiram sinais de enriquecimento pessoal. Wagner Rossi, ex-Agricultura, era da cota pessoal do vice-presidente Michel Temer. Também não resistiu à avalanche de denúncias. Pedro Novais, ex-Turismo, fora indicação de José Sarney, outro aliado importante, que preside o Senado. E assim aconteceu com outros ministros de peso, como Alfredo Nascimento, ex-Transportes, e Orlando Silva, ex-Esportes.
Demonstrando firmeza diante das crises, Dilma se consolida cada vez mais como o nome do PT, em 2014. Ela mantém o eleitorado petista e avança em redutos da oposição e da classe média. Pesquisa Ibope, divulgada ontem pelo 247, aponta que ela aparece à frente do ex-presidente Lula na pesquisa espontânea, vencendo em primeiro turno. E é também um erro imaginar que a demissão de Rosemary possa abrir uma fissura nas relações dela com Lula. Os dois fazem parte do mesmo projeto.
A mensagem é clara: se houver outras Rosemarys no governo, trocando favores por cruzeiros, operações plásticas ou qualquer outra coisa, que se cuidem!

Fonte – Brasil247