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26 de novembro de 2012

Danuza lamenta que todos possam ir a Paris ou NY




Ser rico perdeu a graça, segundo a colunista; seu artigo deste domingo é um retrato da elite brasileira, que busca o prazer aristocrático e não se conforma com a ascensão social do resto; "Ir a Nova York já teve sua graça, mas, agora, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?", indaga

247 - Em Tóquio, presidentes de empresas varrem a calçada das ruas onde moram. Em Manhattan, banqueiros usam o metrô para ir ao trabalho. Em Berlim, cada vez mais, os ricos rejeitam ser proprietários. Em Paris, o que distingue a elite é o conhecimento. No Brasil, no entanto, aqueles que estão no topo da pirâmide precisam ser diferentes, especiais, exclusivos, aristocráticos. Prova disso é o artigo de Danuza Leão, publicado neste domingo, na Folha de S. Paulo. Ela afirma que ser rico perdeu a graça, porque hoje, numa ida a Paris ou Nova York, periga-se dar de cara com o porteiro do seu prédio. Resumindo, o que a elite brasileira mais deseja é a desigualdade ou a volta aos tempos de casa grande e senzala. Leia: 
Ser especial
Danuza Leão
Afinal, qual a graça de ter muito dinheiro? Quanto mais coisas se tem, mais se quer ter e os desejos e anseios vão mudando --e aumentando-- a cada dia, só que a coisa não é assim tão simples. Bom mesmo é possuir coisas exclusivas, a que só nós temos acesso; se todo mundo fosse rico, a vida seria um tédio.
Um homem que começa do nada, por exemplo: no início de sua vida, ter um apartamento era uma ambição quase impossível de alcançar; mas, agora, cheio de sucesso, se você falar que está pensando em comprar um com menos de 800 metros quadrados, piscina, sauna e churrasqueira, ele vai olhar para você com o maior desprezo --isso se olhar.
Vai longe o tempo do primeiro fusquinha comprado com o maior sacrifício; agora, se não for um importado, com televisão, bar e computador, não interessa --e só tem graça se for o único a ter o brinquedinho. Somos todos verdadeiras crianças, e só queremos ser únicos, especiais e raros; simples, não?
Queremos todas as brincadeirinhas eletrônicas, que acabaram de ser lançadas, mas qual a graça, se até o vizinho tiver as mesmas? O problema é: como se diferenciar do resto da humanidade, se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?

10 de setembro de 2012

Tese de doutorado revela práticas nazistas no Brasil


Foto: Antoninho Perri/Unicamp/Divulgação


Foi pela indicação de uma aluna, que mencionou em aula ter encontrado tijolos marcados com a suástica nazista na fazenda da família, no interior de São Paulo, que o historiador Sidney Aguilar Filho teve o primeiro contato com aquele que viria a ser seu objeto de estudo durante quatro anos e meio. "Eu não fui atrás do tema, foi realmente uma coincidência", esclarece o autor da tese Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância desamparada no Brasil (1930-1945).
Na tese do historiador, é possível ter acesso à história da transferência de 50 meninos órfãos ou abandonados, considerados oficialmente pretos ou pardos (apenas dois deles eram brancos, segundo documentos oficiais). O grupo foi levado do Educandário Romão de Matos Duarte, no Rio de Janeiro, na época capital do Brasil, para a fazenda Santa Albertina, pertencente à rica família Rocha Miranda, localizada em Campina do Monte Alegre, uma área com forte presença de simpatizantes do movimento integralista, durante as décadas de 1930 e 1940, no interior do Estado de São Paulo.
Submetidos a um regime de trabalho na propriedade, os menores viveram no local até o início dos anos de 1940, quando a posição brasileira de combate ao nazismo na Segunda Guerra Mundial e o desprestígio sofrido pelos integralistas junto ao governo de Getúlio Vargas transformou o nazismo e todas as ideologias simpatizantes a ele em um mal a ser combatido. O estudo dá a oportunidade de obter mais informações sobre fatos ainda nebulosos de um período recente da história brasileira.

6 de julho de 2012

Governo libera R$ 105 milhões para socorrer 45 hospitais universitários


Para rebater a crise financeira que atinge os hospitais universitários, o Ministério da Saúde autorizou, nesta sexta-feira (06), a liberação de mais de R$ 101,5 milhões para 45 unidades espalhadas por todo o País. Cada um dos hospitais a receberem o socorro terá autonomia para investir onde julgar mais prioritário nos serviços de custeio, ou manutenção que garanta o bom funcionamento. Os recursos beneficiarão vinte estados de todas as regiões, além do Distrito Federal, segundo informa o Diário Oficial da União.
O Hospital de São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), receberá a maior fatia - R$ 10,6 milhões. No Rio de Janeiro, cinco hospitais e cinco institutos de atendimento especializado vão receber R$ 7,7 milhões. Deste total, o Hospital do Fundão (Clementino Fraga Filho), receberá cerca de R$ 4 milhões.
O texto do Diário Oficial também prevê a liberação imediata de recursos para hospitais que necessitam efetuar pagamentos imediatos, desde que devidamente comprovado. A exigência se deve à necessidade do Ministério da Saúde administrar, sem riscos de excessivo comprometimento, do fluxo de caixa do Fundo Nacional de Saúde.
O repasse de recursos será feito pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), estabelecido em janeiro de 2010. Essa é a primeira parcela do pagamento referente a este ano. A próxima, de R$ 168,5 milhões, deve ser liberada em 60 dias, segundo o ministério.
Além desses R$ 270 milhões, o REHUF prevê que os hospitais universitários recebam mais R$ 315 do Ministério da Educação (MEC) para cobrir despesas com obras e equipamentos. 

(Com informações da Agência Brasil e do G1)

2 de julho de 2012

Educação superior em Lula x FHC: a prova dos números


Um jornalista que se apresenta como um dos mais acessados do Brasil pretendeu "desmontar" a política do governo Lula na educação superior. Fiquei interessado no tema. Fui reitor de uma universidade federal durante quatro meses no governo FHC e quase todo o tempo do Governo Lula, o que me permite a rara situação de, na condição de gestor público, poder comparar os distintos cenários de política de educação superior. Minha área de pesquisa é a Epidemiologia. Nessa condição, trabalho com modelagem numérica e técnicas quantitativas de análise, num campo onde exercitamos uma quase obsessiva busca de rigor, validade e credibilidade. O artigo é de Naomar de Almeida Filho.

Naomar de Almeida Filho (*)

Um jornalista escreveu em seu blog, auto-apresentado como um dos mais acessados do Brasil: “Provei com números que o que ele [o Governo Lula] fez mesmo foi aumentar o cabide de empregos nas universidades federais, aumentar a evasão e o número de vagas ociosas.”
Fiquei muito interessado no tema, por dois motivos: Primeiro, porque fui reitor de uma universidade federal durante quatro meses no governo FHC e quase todo o tempo do Governo Lula, o que me permite a rara situação de, na condição de gestor público, poder comparar os distintos cenários de política de educação superior. Segundo, porque minha área de pesquisa é a Epidemiologia. Nessa condição, trabalho com modelagem numérica e técnicas quantitativas de análise, num campo onde exercitamos uma quase obsessiva busca de rigor, validade e credibilidade. Isto porque uma eventual contrafação ou fraude estatística pode custar vidas, produzir riscos ou aumentar sofrimentos.

21 de junho de 2012

O intercâmbio com universidades africanas


Maputo, Moçambique – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação do Brasil, aprovou um edital de intercâmbio entre universidades de países falantes de língua portuguesa da África e do Timor Leste.
O anúncio foi feito durante o encontro anual da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (Aulp), que começou ontem (18) na capital de Moçambique.
A verba é de 1 milhão de euros por ano – cerca de R$ 2,6 milhões – e poderá beneficiar 400 professores e alunos de cursos em instituições brasileiras e do exterior. O dinheiro servirá para pagar passagens aéreas e bolsas para estada pelo período de um a quatro meses, nos projetos de ensino e pesquisa das universidades. 
De acordo com o reitor da UFMG e vice-presidente da Aulp, Clélio Campolina, “o Brasil tem com a África uma dívida social desde a escravidão”, e essa é uma forma de integrar e promover o desenvolvimento da pesquisa nos países africanos, ao mesmo tempo em que aproxima o Brasil de um continente em forte ritmo de crescimento.

Por Vinicius Carioca
De Agência Brasil
Fonte Blog do Nassif

10 de junho de 2012

"O veneno está na mesa" de Silvio Tendler


Por Flavio Galib

O filme, "O Veneno Está na Mesa" é uma bela síntese do trágico efeito à agricultura brasileira do uso de agrotóxicos. Como diretor, ninguém menos do que Sílvio Tendler,  autor de clássicos como "Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá". Segue sugestão para exibir aos alunos.

 
O documentário está complete aqui no Blog. Tem 49 minutos e aqui fica a sugestões para os professores usá-lo nas salas de aula com os seus alunos


31 de maio de 2012

Senado aprova criação de mais de 70 mil cargos para as Universidades Federais



O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (30), o projeto de lei da Câmara (PLC 36/2012) que autoriza o Ministério da Educação a criar mais de 77 mil cargos e funções a serem preenchidos deste ano até 2014. A matéria já tinha sido aprovada pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Como assinala em seu voto favorável, o relator do projeto na CE, senador Roberto Requião (PMDB-PR), trata-se de uma das “mais expressivas” medidas de ampliação de quadros das instituições federais de ensino.
Segundo a proposta, são instituídos 43.875 cargos de professor, dos quais 19.569 da carreira de magistério superior e 24.306 do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico. São criados ainda 27.714 cargos de técnico administrativo, além de 1.608 cargos de direção e 3.981 funções gratificadas.
“A proposta foi apresentada em um contexto em que o Governo Federal tem emitido sinais de preocupação com o aumento de sua participação na oferta de vagas na educação superior e na educação técnico-profissional. De certo modo, pode-se atribuir ao presente projeto a condição de evidência de que tal preocupação ultrapassa o plano discursivo e das intenções, para alcançar a realidade das instituições de ensino”, afirmou Requião.
O objetivo da proposição, encaminhada ao Congresso pela Presidência da República, é promover a melhoria da educação, tanto em universidades como em escolas técnicas e de ensino básico e médio.
Requião acrescenta que o projeto visa a imprimir “concretude e eficácia” a dois importantes programas do governo federal: o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). A matéria segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
(Com Agência Senado)