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5 de outubro de 2012

O incrível conhecimento de física do Ministro Fux



Comentário: de um sujeito que cita filme de ação para embasar seu voto é de se esperar que nem sequer ler e interpretar um livro saiba, mesmo.


Olá Nassif,
Essa viagem foi realmente muito valorizada hoje no STF. Mas teve uma passagem que gostaria de comentar.
Não sei se mais alguém percebeu. Eu quase morri de rir; pra não chorar!!
No seu voto, Fux demonstrou proximidade de Gilmar ao dizer que tinha dele recebido um presente: o livro "O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas" de Leonard Mlodinow (Zahar, 2009). Foi patética a fala que se seguiu.
Citando um livro que trata de probabilidade e aleatoriedade, tentou dar base científica ao torto raciocínio estatístico da denúncia. O revisor tinha apresentado um estudo anteriormente que mostrava a não correlação entre os repasses dos recursos e o apoio em votações. Talvez por isso o ministro Fux tenha citado o livro para dizer que o mesmo lhe ensinara que "nada é por acaso".
Deveria ter ficado calado, pois o livro diz exatamente o contrário: quase tudo é por acaso!! Para dizer o que disse, não leu sequer a orelha.
Trechos do livro que o ministro não leu ou, se leu, não entendeu bulhufas:
"O fato de que a intuição humana é mal adaptada a situações que envolvem incerteza já era conhecido nos anos 1930 ..."
"Nadar contra a corrente da intuição é uma tarefa difícil."
" ... pesquisas mostraram que, em situações que envolvem o acaso, nossos processos cerebrais costumam ser gravemente deficientes."
"Também trata do modo como tomamos decisões e dos processos que nos levam a julgamentos equivocados e decisões ruins quando confrontados com aleatoriedade e incerteza".
"Como veremos, a mente humana foi construída para identificar uma causa definida para cada acontecimento, podendo assim ter bastante dificuldade em aceitar a influência de fatores aleatórios ou não relacionados".

30 de julho de 2012

Uma Desfeita ao Brasil


Por Mauro Santayana

A senhora Marina Silva é um caso típico de como as virtudes enganam. Ela surgiu na vida pública brasileira como a pobre menina da floresta, que se torna ativa militante da causa ambiental, entra para a política ainda muito jovem, dentro do PT; é eleita senadora pelo Acre; torna-se Ministra, e chega a candidatar-se, sem êxito, à Presidência da República. Trata-se de uma biografia virtuosa. Marina é militante de uma causa vista como nobre, a da defesa da natureza. Mas não se pode dizer, com o mesmo reconhecimento, de que se trata de uma boa brasileira. Marina é hoje, e é preciso dizer, uma patriota do mundo. Nenhum brasileiro, vivo ou morto, foi tão homenageado pelos mais poderosos governos estrangeiros e organizações não governamentais do que esta senhora, ainda relativamente jovem.
Ela, ao militar pela natureza universal, não tem servido realmente ao Brasil e à sua soberania. O Brasil, com o apoio, direto ou indireto, da senhora Silva, tem sido acusado de destruir a natureza. Quando seu companheiro de idéias, Chico Mendes, foi assassinado em Xapuri, o New York Times chegou a dizer que o mundo iria respirar pior, a partir de então. A tese do jornal, já desmentida pela ciência não engajada, era a de que a Amazônia é o pulmão do mundo. Assim, a cada árvore abatida, menos oxigênio estaria disponível para os seres vivos.
Marina Silva transita à vontade pelos salões da aristocracia europeia e norte-americana. É homenageada, com freqüência, pelas grandes ongs, como a WWF, que contava, até há pouco, com o caçador de ursos e de elefantes, o Rei Juan Carlos, da Espanha, como uma de suas principais personalidades. Na melhor das hipóteses, a senhora Marina Silva é ingênua, inocente útil, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese, ela sabe que está sendo usada para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território.
Ainda agora, a ex-candidata a Presidente acaba de ser homenageada pelos organizadores londrinos dos Jogos Olímpicos, como convidada de destaque, ao lado de outras personalidades mundiais, a maioria delas diretamente ligadas às atividades esportivas, o que não é o seu caso. Para quem conhece os códigos da linguagem diplomática, tratou-se de uma desfeita ao Brasil, como país soberano, e, de forma bem clara, à Presidente Dilma Roussef. Dilma, com elegância, declarou-se feliz pela homenagem à sua adversária nas eleições presidenciais de 2010, e que permanece militando na oposição ao atual governo. A Chefe de Estado, que ali representava a nação inteira, e não ongs interessadas em retardar o desenvolvimento autônomo do Brasil, não assinou recibo pela aleivosia de uma Inglaterra decadente, contra um Brasil que cresce no respeito do mundo.

Fonte Bkog do Saraiva

25 de julho de 2012

Nasa revela descongelamento 'repentino' de vasta área na Groenlândia


A enorme superfície de gelo da Groenlândia, na costa nordeste da América do Norte, sofreu um descongelamento ''sem precedentes'' no mês de julho, segundo a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.
De acordo com os cientistas da Nasa, em apenas quatro dias, medidos a partir do dia 8 de julho, a área da camada de gelo descongelada que era de 40% passou para 97%.
Apesar de cerca de metade da camada de gelo da Groenlândia normalmente derreter nos meses de verão, a velocidade e proporção do derretimento registradas neste mês surpreendeu os cientistas e por ser das mais elevadas desde que o monitoramento satelital da região teve início, há três décadas.
Entre as áreas em que se detectou derretimento estava até o local mais frio e mais alto, a estação Summit.
De acordo com os especialistas da Nasa, quase toda a camada de gelo da Groenlândia, desde suas finas extremidades na costa, até o seu centro, que tem três quilômetros de espessura, enfrentaram algum grau de derretimento em sua superfície.
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