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8 de junho de 2013

Vejam o que escreve um promotor de S. Paulo no Twitter



Por Dirceu faria

O evento não tinha nenhum petista. Eram manifestantes do PSOL e PSTU. É assim que a elite trata o PT. E não esqueçam da saudade que este pústula sente da ditadura quando relembra os velhos tempos da borracha....


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6 de junho de 2013

Vargas: JB precisa de "um pouco mais de equilíbrio"





Após promulgar a PEC que cria quatro novos tribunais regionais federais, cuja tramitação foi criticada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal como fruto de lobby "sorrateiro", o presidente do Congresso em exercício, deputado André Vargas (PT-PR), diz não acreditar em crise com Joaquim Barbosa: "Eu não acredito em crise, até porque nós não vamos levar em conta só as declarações do presidente do Supremo até o momento. Ele precisa ter um pouco mais de equilíbrio em relação a suas declarações"

247 - Presidente em exercício do Congresso, o deputado André Vargas (PT-PR) disse, após promulgar a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria quatro novos tribunais regionais federais, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, precisa ter "mais equilíbrio" ao dar declarações. "Eu não acredito em crise, até porque nós não vamos levar em conta só as declarações do presidente do Supremo até o momento. Ele precisa ter um pouco mais de equilíbrio em relação a suas declarações, porque ele fala por um poder. Portanto, entendemos que é o pleno do Supremo que nos interessa", disse Vargas.
Quando o senado aprovou a PEC, há algumas semanas, Barbosa se manifestou publicamente contra, dizendo inclusive que a votação do texto no Congresso foi feita de maneira "açodada" e que juízes agiram de forma "sorrateira" para conseguir a aprovação da medida (relembre).
Vargas aproveitou a ausência do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para promulgar a PEC. Renan, que viajou para o exterior, divulgou nota para dizer que "a opção de não promulgar a Emenda Constitucional que criou quatro novos tribunais regionais federais decorreu do entendimento de que a proposta contém erro formal, suscetível de questionamentos jurídicos, já que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados sofreu alterações substanciais em relação ao que foi enviado pelo Senado Federal".
Independente da questão formal, Vargas defendeu que a criação dos novos tribunais vai dar agilidade à Justiça brasileira. "Quem faz política são os deputados , aqueles que são eleitos pelo povo. Compete ao presidente do Supremo administrar e representar aquele poder. Ele tem suas opiniões, mas o que nos interessa mesmo é a opinião do pleno do Supremo Tribunal Federal, e eu tenho certeza de que o pleno vai entender de que não se trata de um embate político e sim uma ampliação do acesso à Justiça para os brasileiros e brasileiras que clamam por uma Justiça mais ágil e próxima do cidadão", disse o presidente do Congresso em exercício.
Alfinetadas
A sessão do Congresso que promulgou a PEC foi marcada por críticas veladas ao presidente do Supremo. Para o presidente da Ajufe, caso uma Ação Direta de Inconstitucionalidade chegue ao STF para questionar a criação dos tribunais, Barbosa teria que se declarar impedido de julgar.  "O ministro Joaquim Barbosa já se manifestou de forma muito contundente contra a criação desses tribunais. Se essa questão for levada para o STF, ele é suspeito para julgar, porque já fez juízo de valor", disse Nino Toldo.
"Muito se disse que (a criação de novos tribunais) era para atender interesses corporativos da magistratura, de advogados que queriam empregos, e por isso nós, das associações de classe, chegamos a ser insultados por quem deveria defender o Judiciário", reclamou Toldo, lembrando da famosa reunião em que o presidente do Supremo destratou representantes dos magistrados.
O presidente da OAB, por sua vez, argumentou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também foram criados por PECs, de iniciativa parlamentar. "Se o STF declarar inconstitucional por vício de iniciativa, em uma ação seguinte deverá declarar inconstitucional a criação do CNJ e do CNMP. Não tem o menor sentido esse argumento de vício de iniciativa. Não tem sentido tirar da maioria parlamentar o direito de representar o povo e de fazer a Justiça mais próxima da população", argumentou Marcus Coêlho.
 
 Fonte – Brasil247

Barbosa desdenha do Congresso: "Who cares?"




Explique-se: presidente do STF usa a língua inglesa para manifestar seu desapreço pela promulgação, no Congresso, da PEC que criar quatro novos tribunais regionais federais; Joaquim Barbosa defendia que competência é do Judiciário; vice-procuradora-geral da República Deborah Duprat concordou com Legislativo; derrotado, JB deu de ombros: "Who cares (quem se importa)?", disse; "Nada a dizer"; ok, Mr. Barbosa

247 - Contrariado pela promulgação, no Congresso Nacional, da proposta de emenda à Constituição que cria quatro novos tribunais regionais eleitorais, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, preferiu o silêncio, não sem antes dar uma alfinetada nos parlamentares. Depois de trabalhar para que a PEC não fosse promulgada, Barbosa desdenhou ao ser questionado sobre o tema: "Who cares (quem se importa)? Nada a dizer".
Mais tarde, questionado de novo, Barbosa soltou mais algumas palavras sobre o assunto. "Por enquanto, no que se refere ao tema da criação dos tribunais, já cumpri o meu papel institucional como chefe do Poder Judiciário", pontuou. Crítico dos novos tribunais, Barbosa chegou a acusar magistrados de agirem de forma "sorrateira" para aprová-la no Congresso.
A PEC foi promulgada graças a uma viagem do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao exterior. Presidente do Congresso em exercício, o deputado André Vargas (PT-PR) decidiu seguir com a criação dos tribunais, apesar de Renan, que vinha adiando a decisão, dizer que a tramitação da PEC "contém erro formal".
Após a promulgação, a vice-procuradora-geral da República Deborah Duprat se disse favorável à criação de mais quatro tribunais federais. "Eu concordo. Eu já disse isso publicamente. Eu acho que a criação dos TRFs é um desdobramento da interiorização da Justiça Federal", disse Duprat, ao chegar para a sessão do STF no início da tarde. Nesta semana, ela está representando o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está em evento oficial na Espanha.
Para o ministro Marco Aurélio Mello, a criação dos tribunais é válida, mas esbarra em um erro técnico. "Não discuto o objetivo, apenas há uma celeuma quanto à forma: criação mediante emenda constitucional", disse. Segundo o ministro, a quantidade de tribunais está prevista no dispositivo transitório da Carta Magna, e não no próprio texto constitucional.
Quanto ao objetivo da alteração, Marco Aurélio reconheceu que há tribunais sobrecarregados, como as cortes federais com sede em Brasília e em São Paulo. Questionado se o preço a pagar não é muito alto, ele disse que "a paz social não tem preço".
"Equilíbrio"
Vargas minimizou a oposição de Barbosa às novas cortes e recomendou mais equilíbrio ao ministro. "Não acredito em crise (com o Judiciário), até porque não vamos levar em conta apenas as declarações do presidente do STF. Ele precisa ater mais equilíbrio porque representa um poder, portanto, entendemos que e o plenário do Supremo que nos interessa", disse, completando: "O pleno vai entender que não se trata de embate político, mas ampliação do acesso à Justiça".

Fonte – Brasil247

Luís Roberto Barroso, finalmente uma figura referencial



Há um enorme vácuo de figuras referenciais em todos os poderes, no Executivo Federal, nos estaduais, nos partidos políticos, no Congresso, no Poder Judiciário. Sinal desses tempos de transição profunda, de mudanças radicais, nos quais o novo ainda não se formou e grande parte do velho envelheceu.


A falta de referências leva ao obscurantismo, à radicalização cega, à confusão ente vida pública e show bizz que produziu, especialmente no STF, exemplos deploráveis, como o sadismo indisfarçável de um Joaquim Barbosa, o oportunismo ligeiro de um Ayres Britto - e o profundo de um Luiz Fux -, a truculência parcial e erudita de Gilmar Mendes. Não me atrevo a trazer exemplos destacados do Congresso, tal a sua inexpressividade.

Independentemente das mudanças, na vida das Nações são fundamentais as figuras referenciais. São elas que deslindam os novelos da modernização, definem os alicerces intemporais, os valores centrais sobre os quais será erigido o novo, tendo a devida visão contemporânea de mundo para entender e reconstruir valores e conceitos.

Ontem, depois de muitos e muitos anos, vi o novo-velho-eterno ressurgir no Poder Judiciário, com a sabatina a que foi submetido o jurista Luís Roberto Barroso. É uma luz vigorosa, um facho de discernimento, convicção e senso de responsabilidade em relação à Justiça como não se via há anos.

Em nenhum momento fugiu das questões pertinentes, a não ser em temas sobre os quais deverá se pronunciar quando Ministro. Abordou todas as questões com um didatismo, discernimento, sobriedade, educação, com uma capacidade de levantar pros e contra que foram esquecidas no Supremo – com a exceção honrosa de Ricardo Lewandowski.

Sobre o poder de investigação do Ministério Público

O poder de investigar tem que ser da polícia. Ao Ministério Público compete fiscalizar a polícia e investigar em situações excepcionais. Tem que dispor desse poder inclusive para bem exercer a fiscalização. A excepcionalidade é fundamental porque senão o MPF teria um poder de polícia sem que houvesse um órgão para fiscalizá-lo – como ele faz com a polícia.

Sobre as minorias

Cabe ao Congresso exercitar o poder das maiorias, através do voto. Ao Judiciário, defender os direitos das minorias. Ressalte-se que os grandes avanços do STF foram conduzidas pelos argumentos sólidos do próprio Barroso, na condição de advogado em casos célebres - como o do direito da gestante em abortar fetos anencéfalos.

Sobre a judicialização da política

Devido ao excessive detalhismo da nossa Constituição, o Congresso não pode legislar sobre todos os detalhes. Cabe ao Judiciário, então, criar a jurisprudência para a aplicação de cada medida, respeitados os princípios Constitucionais e legais. Mas o Judiciário não deve se intrometer em assuntos claramente da esfera política.

Sobre o julgamento do mensalão

A posição do STF foi um ponto fora da curva. Barroso afirmou ter estudado todas as decisões posteriores e nenhuma delas repetiu os métodos e a severidade do julgamento do mensalão. Garantiu que, quando for apreciar o caso, não será pautado nem pelo Executivo, nem pela opinião pública, nem pela imprensa. As declarações - contidas e elegantes - de Barroso destravam um nó que estava na garganta de todo operador do direito, com a submissão cega do STF aos clamores da turba.

Sobre a liberdade de imprensa

Não poderá em hipótese alguma haver censura prévia. Tem que se permitir a livre manifestação do pensamento. Mas não existe direito absoluto. Os abusos devem ser contidos.

Sobre a Constituição de 1988

Uma peça essencial, que garantiu inclusive a estabilidade política em períodos de alta turbulência.
Fonte – jornalGGN