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14 de março de 2013

O papa que não foi



Por Paulo Moreira leite

Deixando fatores religiosos de lado, cabe reparar que a escolha de Jorge Mario Bergoglio terá imensas consequências políticas para brasileiros e argentinos.


No Brasil, a escolha privou os adversários de Dilma Rousseff de um aliado seguro, que seria representado pelo cardeal Odilo Scherer.
A possível escolha de dom Odilo foi acompanhada com uma esperança inusitada por parte dos meios de comunicação, engrossando um coral de cálculos em voz baixa elaborados por políticos de oposição e personalidades próximas.
A ideia era que um papa brasileiro, como dom Odilo, poderia ser um ótimo contraponto na campanha de 2014 – quando o país deve assistir a um novo esforço dos adversários do governo para silenciar Lula, personalidade que possui uma estatura que nenhum rival conseguiu alcançar até o momento, pelo menos.
Imagine um papa – a quem muitos católicos enxergam como a voz de Deus na Terra – fazendo pronunciamentos e declarações desfavoráveis ao governo Dilma. Seria uma ajuda e tanto, vamos combinar.  Bento XVI chegou a ensaiar movimentos nesta direção, em 2010, deixando clara sua preferência pelos adversários de Dilma.
Dois bispos, em Guarulhos e na Paraíba, fizeram campanha direta e explícita contra a presidente. Um terceiro bispo, que assumiu uma postura oposta, foi pressionado a renunciar logo após as eleições.
O próprio José Serra deixou-se fotografar beijando um crucifixo e sua campanha fez de uma obsessão do Vaticano – o aborto – um tema quentíssimo da eleição.
A falta de carisma de Bento XVI e a boa situação do país, que crescia 7,5% em 2010, impediram que uma intervenção dessa natureza tivesse maiores consequências.
Embora Dilma Rousseff seja titular de um governo que mantém apoio da ampla maioria dos brasileiros em 2013, como dizem seus índices de opinião, ninguém imagina que a decisão de 2014 irá ocorrer num ambiente semelhante.  A possibilidade de a oposição se aliar a um dissidente do governo da estatura de Eduardo Campos coloca questões de outra natureza.

Na Argentina, a escolha de Bergoglio promete gerar complicações semelhantes para o governo de Cristina Kirchner, que vive um momento muito mais complicado do que a vizinha ao Norte. O novo papa é um adversário assumido de seu governo.

É possível fazer algumas observações, contudo.

Um homofóbico na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias



Por LEONARDO SARMENTO

Interessantíssima, de fato, a escolha perpetrada pelo Legislativo. O critério foi o mesmo que escolher o Beira-Mar como novo Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ou como o mais novo Ministro da Justiça

Após alguns insistentes pedidos para que eu discorresse sobre o assunto falarei brevemente a respeito, embora deva confessar peculiar certa náusea temática.
Um tal deputado no melhor estilo "famoso quem", Marco Feliciano, cumprirá seu mandato como novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Confesso que, antes de seu nome aparecer no cenário como um dos possíveis escolhidos perguntaria de que "João" se fala. Pois bem, do dia para noite a notoriedade lhe incorporou e suas frustrantes frases no melhor gênero enrustido ganharam as mídias sociais se tornando o "top ten" da internet. O que eu poderia fazer? Nada! Chamem um pai de santo, oferte-o a Iemanjá ou então protestem a vontade...
Interessantíssima, de fato, a escolha perpetrada pelo Legislativo. O critério foi o mesmo que escolher o Beira-Mar como novo Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ou como o mais novo Ministro da Justiça. É paradoxalmente anacrônico, mas de certa forma espelha este enfadonho Congresso Nacional tupiniquim, revela-se uma certa lógica às avessas que por lá está sempre persente...
Para alguma coisa serviu esses insistentes pedidos, propriamente para que eu me deparasse com esse tema mais que nauseabundo. Se alguém imaginou que eu viesse a perder mais de dez minutos sucateando um racista homofóbico, certamente me acompanha há muito pouco tempo. No entanto, os poucos minutos perdidos com esta celebridade surgida, surgiu-me, não sei por que cargas d'água, a volúpia por tratar da questão da homofobia, da homossexualidade e da união homoafetiva, o que acredito firmemente reverberará uma clara resposta à lógica incutida neste cidadão e atenderá aos insistentes pedidos dos meus queridos leitores (gênero).
O homossexualismo é fruto de um predeterminismo psíquico primitivo, originado nas relações parentais das crianças, desde a sua concepção até os 3, 4 anos de idade, quando o núcleo da identidade sexual na personalidade do indivíduo, que determinará sua orientação sexual, se constitui. Trata-se, portanto, de um fato natural que não deve ensejar qualquer espécie de reprovabilidade social ou jurídica por se tratar de um fenômeno involuntário. A própria medicina de acordo com o Código Civil de Doenças (CCD) já não se utiliza do termo homossexualismo (sufixo "ismo" significa doença), mas sim homossexualidade (sufixo "dade" significa modo de ser), querendo isso significar que cientificamente não se trata de uma escolha, mas de uma imposição natural. Disso conclui-se que qualquer tipo de reprovação cultural, social ou religiosa se caracteriza como atitude discriminatória, e se isso vier a representar para os mais conservadores a degradação da família tradicional, que se degrade por uma nova concepção de família afetiva onde a inclusão da pluralidade será a diferença. A cidadania é um dever fundamental do Estado para com o cidadão e um direito potestativo do cidadão para com a sociedade.

6 de novembro de 2012

Cantora Rita Lee abaixa a calça em show no Distrito Federal



A cantora Rita Lee abaixou a calça e virou para o público que assistia ao show dela no Museu da República, em Brasília, no último domingo (4). A artista abriu o Green Move, festival em que também se apresentaram as bandas Titãs e Jota Quest.
Cantora Rita Lee abaixa a calça e vira de costas
para o público em show em Brasília, no último
 domingo (4) (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Essa é a segunda vez no ano que Rita Lee surpreende o público com o ato. No início deste ano, em Saquarema, Rio de Janeiro, acompanhada de Serguei, ela também abaixou a calça no palco.
Dias depois, em 29 de janeiro, a cantora chegou a ser detida pela Polícia Militar de Aracaju após confusão no que seria seu show de despedida. Durante a apresentação, a cantora teria criticado policiais presentes no local.

Fonte – G1.globo.com

5 de setembro de 2012

Lula rechaça mentira da Folha



Por Altamiro Borges

A Folha serrista não desiste. Apesar da contundente nota oficial da presidenta Dilma Rousseff em defesa da “herança bendita” de Lula, o jornal mantém a sua linha editorial de difundir mentiras e intrigas para estimular a cizânia entre as duas lideranças petistas. Na edição de hoje, a Folha chega a afirmar que o ex-presidente participou de uma reunião, durante a Rio+20, na qual um grupo de governadores defendeu a tese do “volta, Lula”. Sem citar as fontes, mas destilando o seu veneno, a Folha afirma que “ele defendeu a sucessora”.
A venenosa matéria, assinada pelas jornalistas Natuza Nery e Catia Seabra – esta última já bem manjada por suas aleivosias –, recebeu uma imediata e dura resposta do Instituto Lula. Reproduzo a íntegra da nota à  imprensa:

Folha de S.Paulo mente ao publicar que Lula teve reunião com governadores durante a Rio+20

Ao contrário do que publicou hoje o jornal “Folha de S.Paulo”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve nenhuma reunião com governadores durante a Rio+20.

O ex-presidente esteve no Rio de Janeiro nos dias 20 e 21 de junho de 2012, partindo no dia 22 pela manhã. Na época, por recomendação médica após um exame de biópsia na laringe, ele foi orientado a poupar sua voz. A nota sobre isso pode ser lida aqui.

Durante o evento, Lula teve encontros com os presidentes da França e de Cuba. Assistiu à abertura da conferência na quarta-feira, dia 20, e participou, junto com a presidenta Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, de um jantar oferecido pela prefeitura do Rio de Janeiro para chefes de Estado africanos na quinta-feira, dia 21.

A agenda do ex-presidente na Rio+20 foi reduzida por razões médicas, mas nunca previu nenhuma reunião com governadores, como pode ser visto no comunicado do dia 15 de junho (clique aqui para ler).

As atividades do ex-presidente e das autoridades presentes na Rio+20 foram acompanhadas pela imprensa e amplamente noticiadas na época.

Por isso, a Folha de S.Paulo mente ao publicar, meses depois, que Lula teve uma reunião com governadores durante a Rio+20.

Fonte – Blog do Miro

4 de agosto de 2012

O esquecimento de Gore Vidal


Por Gilberto Cruvinel
Da Folha

POR VITOR ANGELO

Os “Estados Unidos da Amnésia” como Gore Vidal chamava o seu país já o tinha esquecido há tempos. O escritor causou um canto do cisne como polemista que sempre o habitou quando culpou o governo Bush pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Depois: silêncio, não dele, mas dos americanos em relação a ele. Nesta quarta-feira, 1º, os jornais dos Estados Unidos  irão ter que relembrar o grande escritor e o ser político atuante, pois terão que anunciar sua morte em notas. E nestes textos de hoje terão que rememorar o papel de Vidal para a vida política e cultural do país. Vai ser um raro momento que a amnésia não ocupará o lugar central de certas discussões americanas como Vidal tanto criticava.
Ele mesmo estava afastado da cena cultural e política fisicamente desde 2008 quando fraturou a coluna e começou a andar de cadeira de rodas. Todos sabem de sua ambição política – se candidatou duas vezes ao Congresso americano e não conseguiu vencer – mas isto não deixou de torna-lo por suas atitudes um ser político da mais alta importância, ainda mais para os direitos da minorias.
O significado de ser assumidamente gay antes da revolta de Stonewall em 1969, é algo que não conseguimos dimensionar, exatamente em uma época que a homossexualidade era ou crime ou doença. Gore Vidal rocks!
Um pouco antes da rebelião gay em Nova York, no ano de 1969, ele falou para a revista Esquire: “A homossexualidade é tão natural quanto a heterossexualidade. Repare que eu uso a palavra natural e não normal”.  E a definição de seu estilo literário bem pode servir para a sua sexualidade: “Saber quem você é, o que você quer dizer, e não dando a mínima”.
Foi seguindo seu próprio conselho que seu terceiro livro, “A Cidade e o Pilar” (1946), causou escândalo nos Estados Unidos e fez com que o jornal New York Times tivesse uma futura amnésia de seus seis próximos livros lançados depois desta afronta. Nenhuma linha foi escrita sobre a literatura de Vidal no prestigioso jornal por anos a fio por causa deste livro.
O pecado? Retratar dois jovens sem problemas psicológicos ou distúrbios vivendo um caso homossexual. Detalhe importantíssimo: eles também não acabam no final do livro punidos por isto. Apesar de ter sido publicado quase duas décadas depois de “O Poço da Solidão” (1928), de Radcliff Hall, que também causou escândalo, mas na Inglaterra, o livro não condena a homossexualidade como acontece no romance da inglesa, pois é para o narrador algo natural.
O livro de Vidal abriu corações e mentes e Alfred C. Kinsey, ao lançar “Comportamento Sexual no Macho Humano” (1948),  fez uma nota agradecendo o escritor “por seu trabalho de campo”.
No cinema, como roteirista de Ben-Hur (1959), dirigido por William Wyler, ele fez um subtexto gay sem que ninguém soubesse:  “Charlton Heston nunca soube disso, mas, para mim, Ben-Hur e Massala tiveram um romance na adolescência. Depois de muito tempo separados, Massala volta e quer reatar o romance. Diante da impossibilidade, se torna inimigo de Ben-Hur”.
Desde os anos 1950, tinha um caso com publicitário Howard Austen, que faleceu em 2003. Vidal deve ser enterrado, se seguirem seu desejo, ao lado dele. O resto é silêncio e nunca amnésia.

Fonte – Blog do Nassif

1 de agosto de 2012

Escritor e Celebridade Gore Vidal morre aos 86 anos



Morreu na noite desta terça-feira - 31 de julho de 2012 -  nos Estados Unidos o escritor e comentarista político americano Gore Vidal, aos 86 anos.
De acordo com o sobrinho de Vidal, Burr Steers, ele já estava doente havia algum tempo e sofreu complicações decorrentes de uma pneumonia em sua casa em Los Angeles.
Considerado um dos escritores americanos mais ilustres do século passado, ele produziu 25 livros, incluindo os best-sellers Lincoln e Myra Breckenridge, além de peças e roteiros para cinema - entre eles, o do filme Ben-Hur.
Ao lado de Truman Capote e Norman Mailer, ele fez parte de uma geração de escritores que eram também celebridades. Seu comentários ácidos e espirituosos eram bastante apreciados; Vidal aparecia constantemente em talk shows na TV e em colunas sociais.
Seu círculo de amigos incluiu Tennessee Williams, Orson Welles e Frank Sinatra.
Ele também era próximo da família Kennedy, em especial de Jackie Kennedy, que era sua irmã de criação.
Eugene Luther Gore Vidal nasceu no dia 3 de outubro de 1925 em um hospital militar em West Point, no estado de Nova York. Filho de um tenente da aeronáutica e uma socialite, ele era herdeiro de um tradicional clã do mundo da política americana.
Vidal passou a infância em Washington, em contato com o avô, o senador T.P. Gore, que teria sido uma grande influência sobre sua visão do mundo e posição política - ele sempre foi um ferrenho crítico do intervencionismo americano.
Ele concorreu duas vezes ao Congresso pelo Partido Democrata, em 1960 e 1982, sem sucesso.
Deu início à carreira literária aos 19 anos e continuou escrevendo por mais de 60 anos.
Vidal não fugia de temas polêmicos, como religião, política e sexualidade. No livro A Cidade e o Pilar, publicado em 1946, ele tocou no tema do homossexualismo. Foi uma das primeiras obras a apresentar personagens abertamente gays.
Em 1950, conheceu Howard Austen, que foi seu parceiro por toda a vida e com quem morou boa parte da sua vida, na Itália. Em 2005, depois da morte de Austen, Vidal decidiu se mudar para Los Angeles

Fonte Opera Mundi

Pequena Biogradia de Gore Vidal



O escritor, dramaturgo, roteirista e ativista político americano Gore Vidal morreu nesta terça-feira, aos 86 anos, vítima de complicações de uma pneumonia. Dono de uma prodigiosa carreira e considerado um dos mais versáteis autores americanos, com mais de 20 romances lançados, Vidal estava em sua casa em Los Angeles, para onde se mudou em 2003 depois de um longo exílio na Itália.
Sempre ativo na política e grande crítico do estilo de vida americano, Eugene Luther Gore Vidal, portavoz dos direitos civis e das minorias defendia a "consciência crítica diante do imperialismo”. Em 1960 chegou a concorrer, sem sucesso, ao Congresso americano. Em 1982, tentou se eleger novamente, desta vez a uma cadeira no senado. Perdeu-se um político e consagrou-se um dos maiores escritores da língua inglesa.
Gore Vidal nasceu na Academia Militar de West Point, no estado de Nova York, em 1925, mas foi criado em Washington D.C. O pai foi pioneiro da aviação e trabalhou para o governo Roosevelt, e o avô, T. P. Gore, atuou como senador. O autor começou a escrever contos e poemas ainda na adolescência. Aos 18 anos se alistou no exército, onde ficou até 1946. Durante a Segunda Guerra Mundial, a bordo de um navio, escreveu, aos 21 anos, o seu primeiro romance "Williwaw", baseado nas suas experiências militares.
Entre 1947 e e 1949, morou na cidade de Antigua, na Guatemala, onde escreveu "Em um bosque amarelo", narrando as dificuldades de um ex-combatente em se adaptar à vida civil, e "A cidade e o pilar", que provocou muita polêmica devido ao seu caráter homossexual. Nos anos 50 lançou "À procura de um rei", "O julgamento de Páris" e "Messias". Logo em seguida passou a se dedicar a fazer roteiros para o cinema e para a televisão e entrou para o mundo do teatro.

12 de julho de 2012

Empresas ainda falham na inclusão de homossexuais


Para Arthur Irigaray, professor da FGV, elas ainda precisam aprender a lidar com a diversidade e tirar proveito disso

São Paulo - Desde o início do ano, o debate público a respeito de direitos de homossexuais tem sido intenso. Se, por um lado, houve um avanço importante no reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo, também foram vistas, nos últimos meses, manifestações de ódio, que vão de linchamentos a declarações condenáveis de políticos. Essa mesma dinâmica da sociedade é reproduzida no ambiente de trabalho. Nas empresas, a homofobia é um assunto proibido, mesmo em lugares que promovem a diversidade.
"Trata-se de um reflexo da cultura machista brasileira, um traço profundo da própria identidade nacional", diz Hélio Arthur Reis Irigaray, professor da Fundação Getulio Vargas e da Pontifícia Universidade Católica, ambas do Rio de Janeiro, e autor de uma tese de doutorado sobre orientação sexual e ambiente de trabalho brasileiro. Na entrevista a seguir, Arthur Irigaray mostra que ainda há muito a avançar.
Como a homossexualidade é tratada no ambiente corporativo?
As organizações têm um discurso certinho, de responsabilidade social e de inclusão de minorias. Mas, ao ouvir um homossexual descrever a vida corporativa, tudo muda de figura. Até hoje existem casos de gays agredidos fisicamente no trabalho, mesmo em corporações com política de diversidade. o homem branco heterossexual tem muito mais facilidade para progredir na carreira do que o gay.
No caso de homens homossexuais, eles são bem aceitos quando são cabeleireiros, comissários de bordo, profissionais das artes, que são carreiras associadas às mulheres. Fora isso, os gays assumidos esbarram em tetos invisíveis. A dificuldade de crescimento profissional existe mesmo em companhias com políticas de inclusão estabelecidas.
As políticas de diversidade não são efetivas então?
Não são. A discriminação contra os homossexuais existe e está associada à discriminação sofrida por mulheres. Quando igualo um homem gay a uma mulher, é para dizer que ele é frágil, fofoqueiro, instável emocionalmente. Ao desqualificar gays, mulheres, negros e outras minorias, faz-se uma reserva de cargos na elite corporativa para homens brancos heterossexuais.

Fonte – Exame.com