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16 de agosto de 2012

Criação de emprego no país sobe 18% em julho em relação a junho


A economia brasileira criou 142.496 postos de trabalho com carteira assinada em julho, informou nesta quinta-feira (16) o Ministério do Trabalho. O resultado representa uma alta de 18,3% em relação a junho deste ano, quando foram criadas 120.440 vagas.
Em relação a julho de 2011, quando foram gerados 140.563 novos postos, a criação de emprego em julho de 2012 teve alta de 1,38%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De acordo com o Caged, a geração líquida de vagas em julho foi de 39 mil no setor serviços, de 25.433 na construção civil, de 24.718 na indústria da transformação, de 23.951 na agricultura e de 22.847 no comércio.
No primeiro semestre, a oferta de empregos formais caiu 26% em relação ao mesmo período de 2011. Apesar dessa desaceleração, a geração de empregos é uma das armas do governo para tentar estimular o crescimento econômico do país, bastante afetado pela crise internacional.
A economia brasileira tem patinado nos últimos meses. No primeiro trimestre, o PIB avançou apenas 0,2% na comparação com o último trimestre do ano passado e o mercado acredita que a expansão neste ano será de apenas 1,81%, de acordo com o relatório Focus do Banco Central.

(Com informações da Reuters)

23 de julho de 2012

Paraísos fiscais e a privataria tucana


Por Altamiro Borges

O Brasil é o quarto país do mundo em recursos desviados para os paraísos fiscais. A conclusão é de uma pesquisa encomendada pela organização Tax Justice Network, que comprova que de US$ 21 trilhões a US$ 32 trilhões sumiram de seus países de origem em ações para sonegar impostos e lavar dinheiro oriundo da corrupção, do tráfico e de outros crimes. O valor deste roubo da elite dos super-ricos equivale ao tamanho das economias somadas dos EUA e do Japão.  


O roubo dos super-ricos

O estudo listou os 20 países onde há maior remessa de recursos para os paraísos fiscais. No topo está a China, com US$ 1,1 trilhão, seguida por Rússia (US$ 798 bilhões), Coréia do Sul (US$ 798 bilhões) e Brasil (US$ 520 bilhões - mais de R$ 1 trilhão). A pesquisa, feita com base nos dados do Banco de Compensações Internacionais, do Banco Mundial, do FMI e dos governos locais, trata apenas da riqueza financeira depositada nas contas dos paraísos fiscais. Bens como imóveis e iates não foram contabilizados.


Segundo reportagem da BBC, “o relatório surge em meio à crescente preocupação pública e política sobre fraude e evasão fiscal”. Para James Henry, responsável pelo estudo, “as receitas fiscais perdidas são enormes. Grandes o suficiente para fazer uma diferença significativa nas finanças de muitos países”. John Christensen, diretor da Tax Justice Network, observa que o dinheiro sonegado pelos super-ricos é “mais do que suficiente para manter os serviços públicos e erradicar a pobreza nestes países”.