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22 de maio de 2013

O sucídio na Catedral de Notre-Dame



Por Rodrigo Vianna, a partir de indicação de @nilsonlage
tradução do Le Monde

A notícia é manchete no portal do “Le Monde” – o mais tradicional jornal francês: um fundamentalista se suicidou na França. E o gesto teria conotações políticas. Os mais apressados devem ter pensado: trata-se de um muçulmano desesperado, mais um na imensa diáspora de imigrantes árabes em Paris? Afinal, a imprensa ocidental acostumou-se a fazer a relação: “fundamentalismo”/muçulmano.
Só que a notícia é surpreendente e deve provocar arrepios entre os velhos liberais franceses: o gesto extremo foi de um francês, católico. Um militante da extrema-direita católica francesa. Sim. E o mais impressionante: ele se suicidou dentro da Catedral de Notre-Dame. A seguir, as informações, traduzidas (com meus parcos conhecimentos de francês) doportal do “Le Monde”.
Dominique Venner, ensaísta e historiador de extrema-direita de 78 anos, antigo membro da Organização Armada Secreta (OAS), cometeu suicidio nesta terça-feira, dentro da catedral de Notre Dame, em Paris. Ele tombou, sem dizer uma palavra, atrás do altar, depois de dar um tiro na boca, por volta das 4 da tarde. Um segurança chegou a fazer massagem cardíaca. Monsenhor Patrcick Jacquin, responsável pela catedral, disse que Venner deixou uma carta sobre o altar: “Era uma cena apocalíptica, nunca vista aqui“, disse Jacquin para a imprensa.
O ministro do Interior francês disse que o suicídio aconteceu quando havia 1.500 pessoas na catedral, que é – segundo ele - “um dos símbolos de Paris e de nosso país”.
O objetivo de Venner parece ter sido este mesmo: um gesto extremo, num lugar simbólico para o catolicismo francês.
Marine Le Pen, dirigente da “Frente Nacional” (partido da extrema-direita francesa, fundado pelo pai dela), logo se manifestou no twiter qualificando o suicídio como “um gesto político”.
Antigo militante da extrema-direita, Venner foi paraquedista durante a Guerra da Argélia, e lutou para que o país africano seguisse sendo uma colônia francesa.
O site do “Le Monde” informa que Venner teria deixado uma outra mensagem, em que diz amar a vida, a mulher e os filhos, mas que julgou necessário “o sacrifício para romper a letargia”. O ensaísta acha que é preciso mostrar as ameaças contra a “família” e “nossa multimilenar civilização” – numa referência à cultura tradicional francesa.
A direita francesa tem feito grandes manifestações contra a lei que aprovou o casamento gay no país. Venner escreveu que não basta combater o casamento gay. Para ele, o inimigo principal seria o Imigrante (esse grande “outro”, ameaçador, que toma o lugar do judeu na mitologia do fascismo francês). A imigração de árabes (que, em sua maioria, professam fé muçulmana) é vista pela direita como ameaça à identidade da chamada “Civilização Européia”.
No próximo dia 26 (domingo), uma grande marcha foi convocada pela extrema-direita e por grupos cristãos tradicionalistas. O gesto extremo de Venner pod ser lido como uma tentativa de mobilizar os militantes ultraconservadores e xenófobos.
O ato de Venner mostra que o fundamentalismo religioso chegou ao coração da Europa. Ou, talvez, tenha estado sempre ali – feito o monstro da lagoa que de repente vem à superfície.
O professor e jornalista Nilson Lage, pelo twitter nesta terça à tarde, comentou: “Espetacular suicídio: monge tibetano? Militante árabe? Não. Um católico fundamentalista homófobo francês”. E, mais tarde completou: “É bom lembrar que a França é o berço dos primeiros grandes teóricos do fascismo no Século XX: Le Bon, Maurras e Sorel.”
O site Opera Mundi lembrou que Venner deixou um último texto em seu blog, com indicações do que considera os próximos passos para mobilizar a extrema-direita:
Em seu texto, ele criticou toda a classe política, com exceção do partido de extrema-direita Frente Nacional. “Após 40 anos, os políticos e governos de todos os partidos (salvo o FN), além dos empresários e da Igreja, trabalharam ativamente para acelerar de todas as maneiras a imigração dos afro-magrebinos”, escreveu.
Segundo ele, “são necessários gestos novos, espetaculares e simbólicos para fazer agitar essa sonolência chacoalhar as consciências anestesiadas e despertar a memória para as nossas origens”.
Verdade que Paris tem como um dos seus símbolos o lindo prédio do Instituto da Cultura Árabe. Prova de que boa parte dos franceses (e, sobretudo, o Estado francês) tem conseguido incorporar os traços de outras culturas. Mas há uma outra França que se agita: a mesma que deu as boas-vindas a Hitler nos anos 40. A França de Vichy, dos colaboracionistas. A França fascista.
Assustador? A história não se repete, ok. Mas já vimos filme parecido nos anos 20/30 – em meio a crise econômica tão severa como a atual.

Fonte - Blog do Nassif

16 de abril de 2013

Merval propõe golpe em Caracas



Colunista do Globo diz que Henrique Capriles é o vencedor moral da eleição venezuelana deste domingo e afirma que a vitória com apenas dois pontos de vantagem de Nicolás Maduro garante ao chavista apenas três anos de mandato; depois disso, ele sugere um referendo revogatório



247 - Nicolás Maduro nem tomou posse em seu mandato de seis anos e, do Brasil, Merval Pereira, colunista do Globo, já propõe um referendo para que ele saia na metade do período. Ele afirma ainda que Henrique Capriles é o vencedor moral da disputa, assim como, no passado, havia campeões morais em torneios de futebol. Leia abaixo:
A vitória por menos de 2% dos votos não apenas dá margem à desconfiança sobre a lisura do resultado na Venezuela como garante ao candidato oficial Nicolás Maduro apenas os primeiros três anos de mandato, e olhe lá. Isso porque no meio do mandato há a possibilidade de convocação de um "referendo revogatório" que pode tirá-lo do poder, caso o governo não esteja agradando à maioria dos venezuelanos.

Sem a presença física de Chávez, não tendo surtido efeito o anúncio de que ele reencarnara em um passarinho, a revolução bolivariana, apesar de controlar os meios de comunicação e as instituições oficiais que organizam a eleição, perdeu, pelos números oficiais, cerca de 700 mil eleitores, enquanto o candidato oposicionista Henrique Capriles recebeu cerca de 600 mil votos a mais do que na última eleição presidencial, quando Chávez venceu o mesmo Capriles com uma vantagem de 12% dos votos.

Maduro venceu em 16 estados, e Capriles em apenas 8, mas, como a diferença entre os dois ficou abaixo dos 2%, isso indica que o oposicionista venceu nos estados mais populosos. Mesmo os chavistas mais ferrenhos admitem que parte de seu eleitorado absteve-se de votar, e outros passaram para a oposição.

O resultado mostra que Chávez já governava na base da retórica revolucionária e que sem o seu carisma não foi possível impedir a explicitação de um descontentamento não apenas com os métodos revolucionários do chavismo, mas com os resultados do governo, vendidos como expressivos por seus áulicos, mas na verdade insuficientes para manter eternamente a população atrelada aos interesses do governo.

14 de março de 2013

Primeira sessão da comissão de Direitos Humanos é marcada por tumulto



Por  Isabel Braga e Evandro Eboli

Jair Bolsonaro provocou manifestantes e disse que ‘acabou a festa gay’
Parlamentares discutem durante sessão da Comissão de Direitos
Humanos da Câmara, sob a presidência do deputado Marco Feliciano
(PSC-SP) Givaldo Barbosa / O Globo

BRASÍLIA – A tumultuada sessão da Comissão de Direitos Humanos, além de briga, troca de insultos e protestos, também foi marcada pela mão forte com que o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) presidiu sua primeira reunião. Ele recusou até mesmo pedido de seus aliados para suspender a sessão. Alguns parlamentares, de oposição à sua indicação para o cargo, pediam a palavra, argumentando 'questão de ordem', e o presidente não os atendia. Em suas palavras, Feliciano "cassou" a palavra da deputado Erika Kokay (PT-DF). Por outro lado, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) provocou os manifestantes contrários a Feliciano dizendo que “acabou a festa gay”.
Durante a sessão, que durou menos de duas horas, Marco Feliciano e deputados do PSC tentaram ignorar os gritos e palavras de ordem dos manifestantes, lendo trechos dos requerimentos que estavam sendo votados ou manifestando suas posições sobre eles. Foram votados seis requerimentos de audiências públicas, dos oito que estavam na pauta, que não continha nenhum projeto.
Houve tumulto antes mesmo de começar a sessão. Manifestantes evangélicos ocuparam todos os assentos destinados a visitantes. Grupos de defesa dos direitos dos gays chegaram e permaneceram no corredor lateral, dentro da sala. Após serem provocados por Bolsonaro, representantes do movimento LGBT responderam
- É esse tipo de representante que vocês querem defendendo vocês? É esse tipo de cara que vocês querem representando a igreja de vocês?
Os manifestantes evangélicos aplaudiram e disseram que sim.
- Enquanto existir essa comissão, os veados vão estar aqui. A gente saiu do armário, quebramos o armário e não voltamos mais pra ele – disse um manifestante para Bolsonaro.

Fonte – oglobo.com

17 de outubro de 2012

Guia: Como reconhecer um direitista enrustido?



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Arnaldo Jabor,mais do que um direitista....

um FASCISTA


por André Lux, jornalista

 Resolvi fazer uma listinha básica com dicas para quem quer 
aprender a identificar um direitista enrustido. Porque, como bem 
sabemos, ninguém tem coragem de admitir que é de direita no 
Brasil, mas prestando atenção aos discursos e atitudes das pessoas 
fica fácil identifica-los.

Vamos lá:

1) Como bem apontou Fortes, o direitista enrustido costuma bradar que odeia política e políticos em geral e que “não existe esse negócio de direita e esquerda”. Mas, na prática, é diferente. O cara vota no Serra, em alguém do DEMo, do PSDB ou em qualquer um que for o anti-petista ou anti-comunista da vez. Se Adolf Hitler em pessoa ressuscitar e chegar ao segundo turno contra Lula, por exemplo, adivinhem só em quem ele vai votar?

2) Eles adoram xingar os abusos da Telefônica, da CPFL e os pedágios caríssimos das estradas. Enquanto você concorda, são só sorrisos. Porém, na hora que você 
lembra que a culpa de tudo isso recai sobre as
privatizações lesa-pátria ocorridas nos oito anos de governo
 FHC, ele fecha a cara e começa a defendê-las, alegando
 que “antes a gente tinha que esperar anos pra conseguir 
um telefone” e que a culpa é das “agências reguladoras” 
(que também foram criadas pelo FHC). Aí você explica
que não é contra parcerias público-privadas, desde que 
elas sejam feitas em favor da população e não de um 
grupelho de “amigos do rei”. E então faz aquela 
fatídica constatação: “Realmente, hoje você consegue 
uma linha rapidinho, só que paga as tarifas mais caras 
do mundo, recebe em troca um serviço horrível e não
 tem ninguém para reclamar”. Se depois disso a 
pessoa se enfurecer e começar a falar mal do Lula, do PT
 ou de Cuba, pode ter certeza que você está diante de um 
direitista.

3) Toda pessoa de direita acredita piamente que as pessoas são pobres porque querem. “O problema do Brasil é que pobre não gosta de trabalhar”, costumam repetir. De tanto ler a Veja e ver o Jornal Nacional, eles passam a crer que o sujeito mora numa favela e só consegue trabalhar de lixeiro porque “não quis estudar” ou “não se esforçou o suficiente para subir na vida”. Quando você lembra que essas pessoas não têm condições nem para comer, são obrigadas a trabalhar desde cedo largando os estudos e, devido a tudo isso, só conseguem arrumar subempregos, 
o direitista novamente vai fechar a cara e começar a resmungar
 coisas sem nexo do tipo: “Pode ser, mas se um vagabundo desses 
entrar na minha casa eu meto tiro!”.

10 de outubro de 2012

A prostituição no masculino



Por Leneide Duarte-Plon, de Paris

A prostituição masculina na Paris do século XIX e dos primeiros anos do século XX era clandestina, mas abundante. Praticada intramuros, em hotéis especialmente previstos para encontros discretos de homens em busca dos chamados garçons de joie (rapazes alegres), a atividade era ilegal, ainda que mais ou menos tolerada. A pederastia, palavra empregada na época para designar o homossexualismo, embora bastante praticada, via-se hipocritamente reprimida. Esses lugares secretos funcionavam como as maisons closes da prostituição feminina.
No Hôel Marigny, descrito em livro
e exposição, o amigo Le Cuziat
organizava sessões de Voyeurismo
para Proust

O escritor francês Marcel Proust (1871-1922), um dos habitués dos garçons de joie, ia buscar nesses hotéis prazeres tidos como inconfessáveis pela boa sociedade que os frequentava. Eventualmente, ele apenas praticava o voyeurismo de um ângulo privilegiado, como inspiração para as cenas de seus romances.
Uma exposição retrata em Paris os famosos hotéis de prazeres entre homens por meio de fotografias, objetos e um livro de arte organizado por Nicole Canet. Para escrever a obra, Nicole reuniu material iconográfico que abrange um século. E fez uma pesquisa detalhada nos arquivos da polícia de Paris com o objetivo de reconstituir a história da prostituição masculina na capital entre 1860 e 1960. O livro tem 376 páginas, 335 ilustrações e uma tiragem de 950 exemplares numerados, todos autografados pela autora. Pode ser adquirido na Amazon ou na própria galeria. O lugar da exposição, perto do Opéra de Paris, é uma galeria de arte erótica intitulada Au Bonheur du Jour. A exposição se chama Hôtels Garnis, Garçons de Joie, Prostitution Masculine: Lieux et Fantasmes à Paris de 1860 a 1960.
Os famosos hotéis a que a exposição se refere são o Hôtel de Madrid, o Hôtel de l’Alma ou o Hôtel Marigny. Seria mera coincidência que tanto na língua de Shakespeare quanto na de Molière os rapazes dados a prazeres com o mesmo sexo sejam chamados de “garotos alegres” (gays, garçons de joie)?
Nicole Canet não esconde a felicidade em falar sobre seu livro, sua galeria e a exposição. “Os rapazes podiam estar apenas em hotéis para homens, mas havia também grupos de quatro ou cinco que faziam uma espécie de encenação, como se tratasse de pequenos sketches para os clientes masculinos dos bordéis de mulheres. E, em alguns casos, o cliente podia escolher entre um rapaz ou uma moça”, ela conta.
Os desenhos e as fotografias antigos da exposição, contudo, tratam apenas da prostituição masculina. Logo na entrada, o maior quadro é um retrato de Marcel Proust, o cliente mais célebre desses hotéis. Em Busca do Tempo Perdido relaciona fatos vividos, histórias ouvidas e cenas espionadas em momentos de voyeurismo no Hôtel Marigny. O que o escritor viveu nesses hotéis-bordéis, também chamados de hôtels de plaisir, possibilitou que estudasse as relações de classe e a vida noturna de Paris-Sodoma. O Hôtel Marigny era um de seus lugares favoritos.
Proust frequentava a fauna dos dancings, como na
aquarela de Jean Auscher (1925), e se via às voltas
com a figura do cafetão, à moda deste de 1900

O livro, lançado durante a abertura da exposição, em cartaz até 27 de outubro, conta que Marcel Proust foi muito próximo do dono do hotel, o belo Albert Le Cuziat. Em 1917, quando Le Cuziat resolveu abrir o Hôtel Marigny no número 11 da Rue de l’Arcade, decorou-o com muitos dos móveis que haviam pertencido ao escritor.
Em uma das salas secretas da exposição, ficam as fotos e os desenhos mais explícitos. Nelas, homens fantasiados de padre fazem sexo com jovens vestidos de colegiais. Noutras, dois jovens mancebos com corsetes e meias femininas se entregam a prazeres homossexuais. Dentro de uma cristaleira, alguns objetos eróticos são originários da coleção de Roger Peyrefitte, um conhecido escritor francês que assumia publicamente a homossexualidade.
Em 11 de janeiro de 1918, após receber uma denúncia anônima, a polícia francesa chegou de surpresa ao Marigny e encontrou Marcel Proust com três homens sentados à mesa, sobre a qual havia uma garrafa de champanhe. Os acompanhantes do escritor eram Léon Pernet, soldado de primeira classe do 140° Regimento de Infantaria, André Brouillet, cabo do 408° Regimento de Infantaria, e Albert Le Cuziat, gerente e dono do hotel. No documento da polícia que integra a exposição, Proust é descrito como “rentista”. O rico herdeiro vivia de renda e gostava de soldados.
O livro e a exposição dedicam um bom espaço aos prostitutos militares, que exerciam o métier em locais públicos ou nos hotéis. Havia em muitos homossexuais a fantasia de fazer sexo com homens fardados. Outros, militares homossexuais, ao retornar do front durante a Primeira Guerra Mundial, procuravam os garçons de joie. Alguns utilizavam seus dotes físicos para completar os soldos, quase sempre muito aquém de suas necessidades. “Os soldados podiam ganhar em uma hora o que o Estado lhes pagava em um mês”, conta Nicole Canet.
Segundo ela, os militares tinham boa cotação nos bordéis masculinos. O fato de terem acompanhamento médico permanente era uma garantia para os clientes. “O vigor deles era também muito apreciado. E os riscos sanitários, menores, pois passavam por controle médico bastante rígido. Cada regimento tinha sua enfermaria”, explica a autora.
O livro reproduz textos nos quais os vizinhos denunciam a existência desses lugares então considerados suspeitos. Um documento da polícia indica que adolescentes entre 12 e 14 anos exerciam a prostituição num desses hotéis. A denúncia recebida pela polícia dizia: “Vocês encontrarão um batalhão de menores usados para dar prazer a soldados, que poderiam estar servindo ao país de outra forma”.
O escritor homossexual Edward Prime-Stevenson escreveu, em 1909, no seu livro The Intersexes: “O trabalho do prostituto civil tem de rivalizar com a concorrência dos marinheiros e soldados em todas as cidades. De fato, a maior parte dos clientes prefere os prostitutos militares”. Jean Genet conta em seu Diário de um Ladrão como os prostitutos, exibicionistas e voyeurs usavam o espaço dos banheiros públicos das ruas de Paris para uma intensa atividade homossexual. A autora quis reconstituir com seu trabalho o ambiente que fascinou homens como Proust e Jean Genet, mas também o teórico Roland Barthes e o cineasta Pier Paolo Pasolini.

Fonte – Carta Capital