Mostrando postagens com marcador Curiosidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidade. Mostrar todas as postagens

4 de junho de 2013

O reacender de nosso amor pelos livros, por Umberto Eco



UMBERTO ECO

O mundo do colecionar abrange toda sorte de objetos díspares. Patrícios romanos colecionavam antiguidades gregas (até mesmo falsas). Catálogos modernos de casas de leilão exibem de tudo, de pinturas de artistas de renome internacional até meias que já pertenceram ao duque de Windsor. Os mercados de pulgas estão repletos de entusiastas à procura de cartões de telefone, objetos maçônicos, cartões postais, adesivos, chaves, garrafas de Coca-Cola, lâminas de barbear, diplomas, garrafas em miniatura de bebidas alcoólicas, pacotes de açúcar --e assim por diante.
É óbvio que esse tipo de coleção beira a mania. Colecionar livros antigos, por outro lado, é uma busca totalmente defensável, independentemente de os objetos cobiçados serem obras raras e caras do século 15 ou primeiras edições do século 20. Além disso, há um gênero editorial conhecido como "livros sobre livros", que, na prática, é outra forma de colecionar livros --compilando, comparando e dando sentido a eles.
No século 19, os maiores especialistas no gênero livros sobre livros eram os franceses: pode-se pensar, por exemplo, no bibliófilo Charles Nodier, que, como diretor de uma divisão da biblioteca nacional da França, influenciou enormemente alguns dos escritores mais notáveis de sua época. Desde o século 20, entretanto, o gênero livros sobre livros prosperou principalmente nos países de língua inglesa. É claro, muitos livros falam sobre outros livros, como no caso de histórias da literatura, mas, de modo geral, o gênero trata da história dos livros. Também inclui alguns exemplos de nicho, como estudos sobre dedicatórias e prefácios nos livros do século 17.
Recentemente, eu também notei um renascimento do gênero livros sobre livros na Itália. Para se ter uma ideia do escopo dessa tendência, bastaria consultar o catálogo da meritória (e, a propósito, em risco) editora Edizioni Sylvestre Bonnard --que leva o nome do bibliófilo no centro de "O Crime de Sylvestre Bonnard", de Anatole France, fundada e dirigida por Vittorio di Giuro.
O catálogo inclui mais de cem títulos, que vão de "The Footnote: A Curious History" (A nota de rodapé: uma história curiosa, em tradução livre), de Anthony Grafton, até livros de Hans Tuzzi, que não apenas escreveu a obra seminal "Collezionare Libri Antichi, Rari, di Pregio" (Colecionando livros antigos, raros e valiosos, em tradução livre), como também inventou uma espécie de subgênero dos livros sobre livros: investigações policiais que mergulham no mundo dos vendedores de livros antigos.
Nos últimos dois anos foram publicados "Collezionismo Librario e Biblioteche d"Autore: Viaggio Negli Archivi Culturali" (Coleção de livros e bibliotecas de autor: uma jornada pelos arquivos culturais, em tradução livre), uma compilação que examina discernimentos culturais sobre o que as bibliotecas e coleções pessoais de livros têm a oferecer; assim como "Lo Scaffale Infinito: Storie di Uomini Pazzi per i Libri" (A Prateleira infinita: histórias de homens loucos por livros, em tradução livre), de Andrea Kerbaker, que mostra bibliófilos ao longo das eras, de Petrarca a Jorge Luis Borges, do cardeal Mazarino à madame de Pompadour.
Outra obra recente, "Per Hobby e per Passione" (Por hobby ou por paixão, em tradução livre), de Giulietta Rovera, não se limita aos colecionadores de livros, mas, como seu subtítulo promete, cobre grande parte do universo dos colecionadores: "De fanáticos por Barbies a ladrões de manuscritos, de adoradores do sexo a colecionadores de borboletas".
Por que todo esse interesse por colecionar livros em uma época em que a mídia parece insaciavelmente ávida em citar qualquer um argumentando que o livro impresso está caindo em desuso e logo será substituído pelos livros eletrônicos? Uma resposta é: porque tão logo um objeto começa a desaparecer do mercado, as pessoas começam a colecionar os exemplares sobreviventes.
Mas essa não pode ser toda a explicação, pois colecionar livros já era uma atividade que prosperava muito antes do surgimento dos livros eletrônicos e das pessoas começarem a prever o fim da palavra impressa. Talvez a resposta seja simplesmente a de que, diante da previsão da extinção do livro impresso --mesmo sendo uma previsão apocalíptica absurda--, nós experimentamos um novo despertar, um reacender de nosso amor por esse objeto mágico que existe há muito mais tempo que o prelo. Os calafrios que percorrem nossas espinhas diante do simples pensamento de que os livros possam algum dia desaparecer é o que nos leva a escrever sobre eles, nos concentrarmos neles, colecioná-los. Eles estavam aqui muito antes de você ou eu; que eles vivam por muito mais tempo que todos nós.

Tradutor: George El Khouri Andolfato

Umberto Eco é professor de semiótica, crítico literário e romancista. É autor de "O Nome da Rosa" e o "Pêndulo de Foucault".

Blog do Nassif

1 de dezembro de 2012

La noche que Lula eclipsó a Sofía Loren



 Essa é para a Imprensa e a oposição extrebuchar de raiva.
Nota de Dirceu Faria

Quizás una de las más raras cualidades del calendario Pirelli sea su poder aglutinador. Anoche, en la celebración de su edición 2013, en los muelles de Río de Janeiro, se escenificaba este presupuesto con Sofía Loren como musa oficial, Lula da Silva ejerciendo de estrella robaplanos invitada, y presentando entre plato y plato, el actor brasileño Rodrigo Santoro (exnovio de Gisele Bundchen a quien recordarán por un papel secundario en Perdidos o como rey persa como de disco ibicenca en 300). Todos ellos rodeados de las habituales supermodelos que nutren anualmente esta fiesta. En esta ocasión, todas ellas con perfil solidario, como exigían las reglas del nuevo almanaque.
El casting de la velada, de lo más inesperado, contaba también con un par de actores de Hollywood de relumbrón para entretener a las maniquíes en la mesa secundaria: mientras Owen Wilson eludía sacarse fotos con cualquiera que se le acercara iPhone en mano, Stephen Dorff lanzaba guiños entregados a las bellezas de calendario que le rodeaban. Ya sucedió el año pasado en Nueva York, donde se presentó la edición anterior de The Cal y comparecieron, en plan sorpresa, Julianne Moore (exmusa del almanaque) y Adrien Brody.

Lula da Silva, con Sofía Loren. / PIRELLI
En la mesa principal, la insustituible Loren (enormes gafas graduadas, escote generoso, gargantilla y pendientes de valor incalculable e imperturbable sonrisa) convocaba a un enjambre de curiosos, VIP y no tanto, escoltada por Da Silva y Marco Tronchetti, dueño y señor del imperio de caucho. Steve McCurry, veterano fotógrafo de guerra responsable de la edición teñida de solidaridad para 2013, boqueaba como pez fuera del agua mientras la modelo brasileña Isabeli Fontana se imponía como cómplice desde el asiento de al lado para sacarle del apuro de ejercer de estrella, aunque solo fuera por una noche. La top etíope Liya Kebede mariposeaba por la mesa principal para percatarse de que su nombre estaba en la de al lado, la de los “pequeños”, donde finalmente tomó asiento, resignada junto a otras tersas caras con menos recorrido que la suya. El cruel juego del estatus de celebridad, dibujado en apenas treinta sillas.
El resto de asistentes, unos 500, se repartía entre corporativo, periodistas invitados, celebridades locales, compromisos y clientes preferenciales. Tal y como proclamaba Da Silva desde el escenario, delatando una insólita faceta de entertainer, Brasil tiene que agradecer mucho a Pirelli. Y tanto. La multinacional italiana ha hecho de la superpotencia su puntal en Sudamérica, con cinco fábricas de neumáticos y un nuevo circuito de pruebas de Fórmula 1. También presumía Da Silva, encorajado, de que pronto su patria será la quinta potencia del mundo y de cómo ha subido el nivel económico de sus habitantes, “lo que significa que Pirelli podrá venderles más neumáticos aquí, con la consiguiente creación de empleos y crecimiento económico”. Como a Esperanza Aguirre tras abandonar el cargo, a Lula todo el mundo en la sala le seguía llamando presidente. Tronchetti, con quien mantiene un apreciable colegueo, le respondía a cambio que “para Pirelli, la presencia en Brasil es mitad negocio, mitad corazón”. En medio, cual cariátide, con la pose perfectamente alicatada, la Loren apenas dijo ni pío. El esforzado galán Santoro le soplaba hasta el nombre del fotógrafo, al que tenía que presentar. No hace falta decir que la actriz de 78 años no llegó más allá del segundo plato.

El expresidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva y el presidente de Pirelli, Marco Tronchetti, en la fiesta de la firma de neumáticos anoche en Río de Janeiro. / SANTI CARNERI (EFE)
Entre comanda y comanda, las distracciones retaban la capacidad de sorpresa de los presentes: un número acrobático de Cirque du soleil por encima de las mesas, un cuarteto de cíngaras virtuosas del violín con un fondo de música disco… hasta la aparición de Marisa Monte acompañada de banda y arreglos de cuerda a los postres. A la brasileña le ha pasado como a Julieta Vengas en México, que comenzó como musa indie nacional y se ha ido descafeinando progresivamente a medida que conquistaba a todos los públicos. La cantante, que también posa en el calendario, logró que los presentes se levantaran de las mesas para arrimarse a las tablas. Al final invitó a Carlinhos Brown a acompañarla a los bongos, como preludio de la fiesta-fiesta.
Isabeli Fontana se contoneaba animando a Steve McCurry, que por primera vez en dos días sonreía con cara de alivio, sabiendo que pronto volvería a su pecera. Se retiró de inmediato. A su hombro colgaba su fiel cámara digital de una cinta desgastada, probablemente la misma que ha recorrido Afganistán, Uganda y tantos otros sitios. Por una noche, ese objetivo descansaba de los horrores de la guerra rindiéndose al glamour. Mientras la celebración pasaba del salón a una pista improvisada en los muelles, las modelos y caras conocidas salían escopetadas. Probablemente a ellas también les quedaban otras guerras, muy distintas, por librar.

Fonte – El Pais

6 de novembro de 2012

Cantora Rita Lee abaixa a calça em show no Distrito Federal



A cantora Rita Lee abaixou a calça e virou para o público que assistia ao show dela no Museu da República, em Brasília, no último domingo (4). A artista abriu o Green Move, festival em que também se apresentaram as bandas Titãs e Jota Quest.
Cantora Rita Lee abaixa a calça e vira de costas
para o público em show em Brasília, no último
 domingo (4) (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Essa é a segunda vez no ano que Rita Lee surpreende o público com o ato. No início deste ano, em Saquarema, Rio de Janeiro, acompanhada de Serguei, ela também abaixou a calça no palco.
Dias depois, em 29 de janeiro, a cantora chegou a ser detida pela Polícia Militar de Aracaju após confusão no que seria seu show de despedida. Durante a apresentação, a cantora teria criticado policiais presentes no local.

Fonte – G1.globo.com

27 de setembro de 2012

Morre pé de maracujá que dava frutos de formato fálico



Árvore que atraía curiosos a casa no Maranhão teve infestação de cupins.
No local, dona plantou um pé de macaxeira.

Um pé de maracujá que chamava atenção por dar frutos "em formato fálico", em São José de Ribamar (MA), morreu. Segundo a dona de casa Maria Rodrigues, de 55 anos,  a planta foi alvo de uma infestação de cupins e, há pelo menos uma semana, a árvore deu lugar a um pé de macaxeira.
De aspecto curioso, as frutas do maracujazeiro tinham um formato que se assemelhava ao de um órgão sexual masculino. O fato rapidamente chamou a atenção dos moradores da cidade. Uma equipe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi deslocada para descobrir as razões que levaram o fruto, normalmente redondo, a ter formato fálico.
A repercussão foi tão grande que vários curiosos diariamente procuravam a residência de Maria Rodrigues para conferir a excentricidade. Por esta razão ela teve que cobrar uma taxa para ao menos limitar o acesso de pessoas a sua casa. Até um bloco carnavalesco, o Maracujá do Pânico, foi criado para fazer brincadeiras e comemorar com bastante irreverência o formato do fruto.

Leia também

Maracujá cresce em formato de órgão sexual masculino no Maranhão
Pesquisadores da Embrapa acompanham amadurecimento do fruto.
Dona de casa plantou semente em um balde, em São José de Ribamar.

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão acompanhando, há pouco mais de um mês, o desenvolvimento de um maracujá que cresce em formato de órgão sexual masculino. O fruto foi plantado há dois anos pela dona de casa Maria Rodrigues de Aguiar Farias, 53 anos, em um balde, no quintal de sua casa, em São José de Ribamar (MA).
Segundo relato feito por ela aos pesquisadores da Embrapa, o fruto nasceu apenas em janeiro com o formato de pênis. "Ela nos disse que o maracujá surge no formato ovalado e depois se desenvolve com aquele formato. É a primeira vez que temos notícias de um fruto com essas características aqui no Maranhão", disse Marcelo Cavallari, pesquisador de recursos genéticos vegetais da Embrapa.
Cavallari afirmou ainda que a dona de casa recebeu da filha a semente do maracujá. "Nenhuma das duas viu como era o fruto originário, o que poderia nos ajudar na pesquisa. Não temos como confirmar o que realmente aconteceu com o maracujá, mas acreditamos que possa se tratar de uma mutação genética. Como todos os frutos têm o mesmo formato, a possibilidade de má formação é menos possível."

Os maracujás que estão no quintal da dona de casa têm a coloração verde. "O aspecto é saudável, não está doente. Tirando o formato, é sadio. O tempo de maturação costuma ser de um mês a um mês e meio, mas está demorando mais para amadurecer", disse Cavallari.
Filomena Antonia de Carvalho, coordenadora de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Maranhão, visitou a casa de Maria Rodrigues ainda em janeiro deste ano. "Não temos condições de avaliar o que aconteceu com o maracujá, por isso acionamos os pesquisadores da Embrapa. Fizemos, então, uma segunda visita ao local com eles."
"É bem grande, é bem grosso mesmo. Chega a ter entre 15 e 20 centímetros de comprimento. Não há motivo para que o maracujá não seja consumido por causa do formato, mas também não sabemos como é por dentro", disse Cavallari.
Ele explicou que a existência do maracujá com formato de pênis chamou a atenção de moradores da região, o que teria assustado Maria Rodrigues e dificultando o acesso científico ao fruto. "Para que possamos fazer uma pesquisa mais detalhada sobre o que aconteceu com o maracujá, ela precisa assinar um termo de anuência prévia de provedor, o que nos permitirá fazermos análises com o fruto. Estamos em fase de conversação, já que ela está assustada com a movimentação na casa dela.
Cavallari disse que pode fazer uma pesquisa no Banco de Germoplasma “Flor da Paixão”, no Distrito Federal, que abriga a maior coleção de passifloras (maracujás) do mundo, segundo a Embrapa. O acervo é de mais de 150 espécies de maracujá. "Só fazendo um comparativo para poder entender melhor o que ocorreu com o fruto e saber se houve outros registros semelhantes no país".

Fonte – G1 globo.com