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7 de junho de 2013

Danuza Leão é demitida. Coitadinha!



Por Altamiro Borges

Saiu hoje (6) no Portal Imprensa:

A colunista Danuza Leão encerrou suas atividades na Folha de S.Paulo, diário em que atuou por 12 anos, na última segunda-feira (4/6).
De acordo com Ancelmo Gois, de O Globo, Danuza afirmou que sua saída tem a ver com cortes no jornal.
“Já estava na hora de dar um tempo neste casamento. Eu não tinha coragem. O jornal acabou resolvendo um problema meu”, disse a colunista.




Difícil de acreditar que ela ficou contente com sua dispensa – logo ela que prestou tantos serviços ao jornal da famiglia Frias, atraindo leitores das “zelites” com seus artigos elitistas e preconceituosos. Como Danuza Leão irá manter seu padrão de vida – comer caviar, viajar para o exterior, esbanjar opulência consumista? Nos últimos tempos, a jornalista se tornou uma das principais referências da elite nativa inculta e egoísta. Os seus artigos causavam frisson nas socialites e ricaços. Agora, no rastro da crise e das demissões sumárias do Grupo Folha, ela simplesmente levou um pé no traseiro!
Num dos seus últimos textos tacanhos, em março passado, Danuza Leão atacou a chamada “PEC das Empregadas”, usando argumentos típicos dos escravocratas contra o fim da escravidão no século retrasado. Para ela, todos iriam perder com a nova legislação que garante direitos trabalhistas aos empregados domésticos. As “pobres” patroas, que não teriam como pagar os benefícios, e os próprios trabalhadores, que seriam demitidos. Só faltou ela propor a volta da chibata e do pelourinho!
Em outro artigo, no final do ano passado, a socialite-colunista afirmou na maior caradura que ser rico no Brasil perdeu todo o glamour. “Ir para Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual é a graça. Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros – não é melhor ficar por aqui mesmo?”, escreveu. E concluiu:
“Se todo mundo fosse rico, a vida seria um tédio... Se todos têm acesso a esses prazeres, eles passam a não ter mais graça... Não importa estar no lugar mais bonito do mundo; o que interessa é saber que só poucos, como você, podem desfrutar do mesmo encantamento”. Agora, jogada fora como bagaço pela Folha, como Danuza Leão poderá “desfrutar do mesmo encantamento”.
Coitadinha!

Fonte – Blog do Miro

16 de abril de 2013

"Barbosa acha que pode tudo", diz Calandra, da AMB






Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, que participou da polêmica reunião da última segunda-feira, em que o presidente do Supremo hostilizou magistrados (foto), mostra que o ressentimento vai demorar a passar: "O objetivo de vida dele não está dentro do Poder Judiciário. O Joaquim Barbosa acha que pode tudo, inclusive ser candidato à Presidência da República", diz Calandra

247 - A poeira levantada, na segunda-feira passada, pela polêmica reunião entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e os representantes de associações de juízes parece ter baixado, mas comentário do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) publicado nesta segunda-feira mostra que os participantes daquela reunião vão demorar para esquecer as grosserias que ouviram de Barbosa. Na ocasião, o presidente do STF disse que os juízes atuaram de forma sorrateira pela aprovação de quatro novos tribunais regionais, que seriam criados perto de resorts (relembre).
Em comentário reproduzido pela coluna Radar On-line, da veja.com, nesta segunda, Nelson Calandra diz que "o objetivo de vida dele [Barbosa] não está dentro do Poder Judiciário". "O Joaquim Barbosa acha que pode tudo, inclusive ser candidato à Presidência da República", alfineta o presidente da AMB, que estava presente, junto com representantes da Anamatra e da Ajufe, na reunião em que Barbosa determinou que os convidados baixassem o tom de voz ou só se dirigissem a ele quando solicitados.
Autor da nota, Lauro Jardim garante, com surpreendente segurança, que "Barbosa pode até achar que pode tudo, mas, justiça se faça, não será candidato a presidente – e Calandra sabe disso". Se Calandra de fato tiver a capacidade de prever os movimentos futuro de Barbosa, o comentário publicado nesta segunda ganha ainda mais sentido como manifestação do ressentimento pelos destratos da semana passada.

Fonte – Brasil247

19 de dezembro de 2012

Serra e Maluf???



Por Dirceu Faria

O PSDB explorou exaustivamente o apoio de Maluf a Haddad.  Agora Maluf está ao lado de Serra num evento, promovido por Alckmin  no Palácio Bandeirantes. Cadê toda aquela indignação dos tucanos? A tucanada sofre de indignação seletiva.

CANALHAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O que é (mesmo) intolerável, inaceitável, incompreensível..



Por Paulo Moreira Leite

Não há motivo para surpresa no voto de Celso de Mello, autorizado o Supremo a cassar o mandato de parlamentares. Embora a decisão contrarie o artigo 55 da Constituição, que determina expressamente que cabe a Câmara cassar o mandato de deputados – e ao Senado, fazer o mesmo com senadores – este voto era previsível.
A maior surpresa veio depois. Após anunciar seu voto, Celso de Mello declarou que qualquer reação do Congresso, contrariando sua decisão, será “intolerável, inaceitável e incompreensível.” Ele ainda definiu que seria “politicamente irresponsável” e “juridicamente inaceitável.” Mais: seria uma “insubordinação”.
São palavras que pressupõem uma relação de autoridade entre poderes. Celso de Mello disse que há atitudes que o STF pode tolerar ou não.
Pode compreender, aceitar ou não. Quem fala em insubordinação fala em hierarquia.
Confesso que percorri a Constituição e não encontrei nenhum artigo que dissesse que o Congresso é  um poder “subordinado” ao STF.  A Constituição diz, em seu artigo primeiro, que “todo poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes eleitos.”
Acho coerente com este  artigo numero 1 que caiba ao presidente da República escolher  os ministros do Supremo. E o Senado referenda – ou não – a escolha. Sempre entendi que há uma harmonia entre os poderes. Devem tolerar-se e respeitar-se. Mas, se há uma hierarquia ela se define pelo voto.
Foi Luiz Inácio Lula da Silva quem indicou Joaquim Barbosa,  posteriormente aprovado pelos senadores. O mesmo aconteceu com Celso de Mello, indicado por José Sarney. Ou com Gilmar Mendes, indicado por Fernando Henrique Cardoso.  Foram os eleitores que escolheram Lula e Fernando Henrique. Sarney foi escolhido pelo Colégio Eleitoral, expressando, de forma indireta e distorcida, a vontade dos eleitores.
E foi pelo voto de 407 constituintes, ou 72% do plenário, escolhido por 66 milhões de brasileiros, que se escreveu o artigo 55, aquele que garante que o mandato será cassado (ou não) por maioria absoluta de parlamentares.  É um texto tão cristalino que mesmo o ex-ministro Carlos Velloso, favorável a que a Câmara cumpra automaticamente a decisão do STF, admite, em entrevista a Thiago Herdy, no Globo de hoje: “No meu entendimento, ao Supremo cabia condenar e suspender os direitos políticos e comunicar a Câmara, a quem caberia cassar o mandato.”
No mesmo jornal, Dalmo Dallari, um dos grandes constitucionalistas brasileiros, afirma: “o constituinte definiu e deu atribuição ao Legislativo para que decida sobre a matéria. O Parlamento, em cada caso, verifica se é a hipótese de perda de mandato.” Para Dallari, “temos que obedecer o que a Constituinte estabeleceu. Então eu só vou obedecer naquilo que me interessa? No que estou de acordo? Não tem sentido.”
Ao se apresentar como poder moderador entre a Justiça e o Parlamento, na Constituinte de 1824, Pedro I disse que aceitaria a Constituição desde que…”ela fosse digna do Brasil e de mim.”
Hoje, a Folha de S. Paulo, define a decisão do STF, de cassar os mandatos, como um “mau passo.”  O jornal  explica:
“O fundamento dessa interpretação está na própria Constituição. O parágrafo segundo do artigo 55 diz que somente o Congresso pode decidir sobre cassação de mandatos de deputados condenados. A regra se baseia no princípio de freios e contrapesos -neste caso, manifesta na necessidade de preservar um Poder de eventuais abusos cometidos por outro.
Com a decisão de ontem, como evitar que, no futuro, um STF enviesado se ponha a perseguir parlamentares de oposição? Algo semelhante já aconteceu no passado, e a única garantia contra a repetição da história é o fortalecimento institucional.”
Essa é a questão. O artigo 55 destinava-se a proteger os direitos do eleitor, ao garantir que só representantes eleitos podem cassar representantes eleitos.
Com sua atitude, o Supremo cria um impasse desnecessário.
Se a Câmara aceita a medida, transforma-se num poder submisso. Se rejeita, será acusada de insubordinação frente a Justiça.
É fácil compreender quem ganha com essa situação. Não é a democracia. Só os candidatos a Pedro I.
E isso é que é mesmo “intolerável, inaceitável, incompreensível…”

Fonte – recistaepoca.globo.com