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4 de agosto de 2012

Cientistas desenvolvem bisturi nacional para baratear cirurgias

Por Marcelo Pellegrini – Carta Capital





Um grupo de cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP trabalha na criação de um novo sistema de bisturis ultrassônicos para ampliar o acesso da população a este aparelho. Hoje, a tecnologia é utilizada em cirurgias faciais e em tecidos com grande circulação sanguínea. No entanto, os aparelhos em uso no Brasil são importados e seu custo é muito elevado.
Aparelho é o mais indicado para tecidos
com alta circulação sanguínea. Foto: Elza Fiúza/ABr

Segundo o coordenador da pesquisa, Vanderlei Bagnato, cada bisturi ultrassônico custa cerca de 18 mil reais. “O preço praticado hoje é algo que não se encaixa nos padrões econômicos brasileiros”, diz Bagnato. “Nossa meta é criar um produto que custe em torno de 30% do valor do importado para conseguirmos universalizar o acesso”, completa.
O uso do bisturi ultrassônico em cirurgias não é uma questão de capricho. Ele é muito mais preciso e possui uma capacidade de cicatrização bem maior que os demais. “Com o aparelho é possível realizar cortes mais precisos em áreas muito irrigadas, como a região genital, e em um tempo menor”, conta o coordenador. O aparelho ultrassônico é muito utilizado em cirurgias abdominais, operações mamárias, ginecológicas e em tecidos delicados como a face e as pálpebras.
Outra vantagem do bisturi ultrassônico é sua capacidade de cauterizar o tecido, ao mesmo tempo, em que o corte é feito. “Com ele, o sangramento e o tempo de recuperação dos pacientes são minimizados”, afirma Bagnato.
Apesar das vantagens, a popularização do uso do aparelho ainda esbarra em seu alto custo para o sistema brasileiro de saúde. Para resolver a questão, a equipe do IFSC em parceria com a empresa WEM, de Ribeirão Preto, já desenvolveu um bisturi ultrassônico nacional, que está em fase de testes, e aguarda a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ficar disponível no mercado.
Segundo o pesquisador, o aparelho nacional possui inovações de aplicabilidade e funções que o tornarão competitivo internacionalmente. “Faremos algo nosso, acessível e que disputará o mercado internacional”, adianta.
Imagem do protótipo desenvolvido pelo
IFSC-USP. Foto: Thiago Balan Moretti

Funcionamento
O bisturi ultrassônico nada mais é do que um aparelho que tranforma energia elétrica em vibração ultrassônicas, ou seja, em ondas com uma frequência muito alta. O aparelho em teste no IFSC trabalha com frequências entre 50 e 55 mil Hertz (Hz) por segundo, uma frequência muito superior à detectada pelo ouvido humano, que distingue sons entre 20 e 20 mil Hz.
A partir do momento em que as ondas ultrassônicas, produzidas pelo bisturi, entram em contato com a pele, as proteínas do tecido começam a se degradar e se romper. “É como se cortasse o tecido o desfazendo, como se cortasse e já cauterizasse a região”, explica Vanderlei Bagnato.
Dessa forma, o sangramento da região é reduzido e, pelo corte já estar cauterizado, os riscos de exposição e o tempo de recuperação também são reduzidos.
Já em fase final de testes, a expectativa para o lançamento do produto com tecnologia nacional é grande. “Esperamos que nosso produto possa ser comercializado já no ano que vem”, estima Bagnato, confiante.

Fonte – Carta Capital


6 de julho de 2012

Governo libera R$ 105 milhões para socorrer 45 hospitais universitários


Para rebater a crise financeira que atinge os hospitais universitários, o Ministério da Saúde autorizou, nesta sexta-feira (06), a liberação de mais de R$ 101,5 milhões para 45 unidades espalhadas por todo o País. Cada um dos hospitais a receberem o socorro terá autonomia para investir onde julgar mais prioritário nos serviços de custeio, ou manutenção que garanta o bom funcionamento. Os recursos beneficiarão vinte estados de todas as regiões, além do Distrito Federal, segundo informa o Diário Oficial da União.
O Hospital de São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), receberá a maior fatia - R$ 10,6 milhões. No Rio de Janeiro, cinco hospitais e cinco institutos de atendimento especializado vão receber R$ 7,7 milhões. Deste total, o Hospital do Fundão (Clementino Fraga Filho), receberá cerca de R$ 4 milhões.
O texto do Diário Oficial também prevê a liberação imediata de recursos para hospitais que necessitam efetuar pagamentos imediatos, desde que devidamente comprovado. A exigência se deve à necessidade do Ministério da Saúde administrar, sem riscos de excessivo comprometimento, do fluxo de caixa do Fundo Nacional de Saúde.
O repasse de recursos será feito pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), estabelecido em janeiro de 2010. Essa é a primeira parcela do pagamento referente a este ano. A próxima, de R$ 168,5 milhões, deve ser liberada em 60 dias, segundo o ministério.
Além desses R$ 270 milhões, o REHUF prevê que os hospitais universitários recebam mais R$ 315 do Ministério da Educação (MEC) para cobrir despesas com obras e equipamentos. 

(Com informações da Agência Brasil e do G1)

26 de maio de 2012

Nova técnica usa o hálito para diagnosticar doenças cardíacas


Da Agência Brasil

São Paulo - Uma técnica desenvolvida por pesquisadores do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas, faz o diagnóstico de insuficiência cardíaca de forma rápida, precisa e mais barata, por meio, apenas, do sopro. O exame é feito com um pequeno aparelho que mede o nível de acetona (substância de cheiro forte, produzida durante os processo de metabolismo do corpo) presente no ar expelido pelo paciente. Quanto maior o nível, mais elevado é o estágio da doença.
A nova técnica pretende facilitar o diagnóstico principalmente em postos de atendimento que não são especializados em doenças do coração. Atualmente, a constatação da insuficiência é feita por um exame de sangue, que verifica a presença de uma substância chamada bnt. “O novo exame é tão preciso quanto o atual, pois observamos que o nível da acetona no ar exalado cresce de maneira proporcional ao nível do biomarcador bnt no sangue”, ressaltou o médico do InCor Marcondes Bacal.
Além disso, o novo exame custará cerca de 30% do valor cobrado na análise do sangue. “O exame de sangue custa mais de R$ 100. A troca vai reduzir custo para o pacientes e até para o SUS [Sistema Único de Saúde]”, destaca o médico.
Segundo Fernando Bacal, a insuficiência cardíaca é a etapa final de uma série de doenças que atingem o coração, como miocardites, doença de chagas, infartos. O órgão fica debilitado e passa a bombear o sangue com menos força. Isso causa retenção de líquidos, inchaços, acumulo de água no pulmão e principalmente falta de ar e cansaço excessivo aos esforços. “Cerca de 10% dos pacientes que atingem esse nível da doença necessitam de transplante e aproximadamente 50% correm o risco de morrer.”

24 de maio de 2012

Tomar suplemento de Calcio pode aumentar problemas cardiacos


 Pessoas que tomam suplementos de cálcio podem estar aumentando o risco de sofrer um ataque cardíaco, de acordo com pesquisadores alemães. Essa vitamina geralmente é usada por pessoas mais velhas para reforçar os ossos e prevenir fraturas. Mas o estudo, publicado na revista "Heart", disse que os suplementos "devem ser tomados com cuidado".
Os especialistas dizem que adotar uma dieta incluindo cálcio seria uma estratégia melhor. Os cientistas, do Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, em Heidelberg, acompanharam 23980 pessoas por mais de uma década. Eles compararam o número de ataques cardíacos em pessoas que estavam tomando as pílulas com os que não estavam, e perceberam que houve 851 ataques entre 15959 pessoas que não estavam usando o suplemento. No entanto, quem tomava cálcio eram 86% mais propensas a ter um ataque cardíaco durante o estudo.