2 de julho de 2012

Álvaro Dias e os golpistas do Paraguai


Por Mauro Santayana, em seu blog:

O novo governo paraguaio pode ficar tranqüilo: o senador Álvaro Dias garantiu ao presidente Franco o apoio incondicional do PSDB à nova ordem estabelecida em Assunção. Com essa solidariedade, o chefe de governo do país vizinho está apto a reverter a situação de repúdio continental, vencer a parada no Mercosul e roncar grosso – como, aliás, está começando a fazer – contra o Brasil, a Argentina e o Uruguai.
O problema todo é que o bravíssimo senador Álvaro Dias, companheiro de dueto, até há poucas semanas, do senador Demóstenes Torres nas objurgatórias morais contra o governo, não combinou esse apoio com o povo paraguaio, que irá às urnas em abril e, provavelmente, nelas, dirá o que pensa da “parlamentada” de Assunção. E, mais ainda: não será ouvido nos foros internacionais que estão tratando do tema. Nesses centros de decisão, quem estará decidindo serão os chefes de estado e os chanceleres dos países do continente. Por enquanto, estando na oposição, os tucanos não podem falar em nome do Brasil. 
A posição brasileira, prudente e moderada, está sendo assumida em consultas com os países vizinhos e com as organizações regionais. Nenhum desses países, por mais veementes tenham sido os protestos, violou um milímetro sequer da soberania do Paraguai – embora, na destituição de Lugo, o soberano real, que é o povo paraguaio, não tenha sido ouvido.
O Brasil já anunciou que nada fará que possa prejudicar diretamente o povo paraguaio. Mas as suas elites devem estar advertidas de que a decisão de construir regimes democráticos sólidos, com o respeito absoluto à vontade popular, manifestada em eleições limpas e livres, é irrevogável na América do Sul.

Fonte Correio do Brasil

Os HCs que o STF deixou para trás


Por Francisco Lima
Reproduzo comentário que postei no Blog do Fred:
Francisco Lima comentou em 09/06/12 at 19:18

A Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, apura suposto esquema de compra de votos de parlamentares no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O inquérito foi aberto em 2005 e a ação penal foi aceita em 2007. Atualmente, o processo tem 38 réus e mais de 50 mil páginas.
Com data anterior ao ano de 2007, segundo o site do STF, encontram-se pendentes as seguintes quantidade de processos, respectivamente, por ano e tipo :
Ano de
autuação – Originária – Recursal
2.006 – 714 – 2.760
2.005 – 502 – 912
2.004 – 348 – 684
2.003 – 263 – 620
2.002 – 181 – 298
2.001 – 154 – 124
2.000 – 172 -118
1.999 -107- 99
1.998 – 76 – 95
1.997 – 41 -61
1.996 – 32 – 34
1.995 – 51 – 18
1.994 – 39 – 15
1.993 – 23 -11
1.992 – 25 – 7
1.991 – 21- 10
1.990 – 37 – 1
1.989 -15 – 1
1.988 – 6 -3
1.987 – 5 – 5
1.986- 5 – 2
1.985 – 1 – 1
1.984 – 1 – 1
1.983- 2 – 2
1.982 – 2 – 2
1.981 – 2- 2
1.978 – 2- 2
1.969 – 1- 1
1.959 – 1- 1
Um processo, quando aporta pela primeira vez no Tribunal, é objeto de registro denominado autuação.
São autuados tanto os feitos ajuizados diretamente no STF e aqueles advindos de outros juízos e tribunais,
na forma de recurso. No caso dos recursos, a data de autuação corresponde à data de seu recebimento
pelo STF, independentemente da data de ajuizamento da ação principal.
Minha pergunta é: recomenda o bom senso que se atropele essa enorme fila para atender ao clamor da opinião publicada? Os clientes que foram lesados em inúmeras ocasiões por instituições que patrocinam a opinião publicada ficam à mercê de quem?

Fonte Blog do Nassif

Alvo de cassação, Demóstenes pede perdão para um Senado vazio



O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) decidiu voltar à tribuna do Senado nesta segunda-feira para se defender das acusações de elo com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Alvo de processo no Conselho de Ética que pede sua cassação, Demóstenes enfrenta na semana que vem a votação em plenário e decidiu mudar sua estratégia para tentar conquistar votos dos colegas a seu favor. "Virei à tribuna todos os dias para me defender das acusações feitas. Farei com o plenário cheio ou plenário vazio", disse.  Hoje, o senador falou para um plenário vazio.
Demóstenes pediu perdão da tribuna e citou nominalmente os senadores numa estratégia para conseguir apoio e evitar a perda de seu mandato. Disse que vive "um calvário sem tréguas" há quatro meses, negou envolvimento com Cachoeira e que vai provar que está sendo alvo de injustiças. “Fui amigo de Carlinhos Cachoeira e conversava frequentemente com ele ao telefone, mas nunca tive negócios legais ou ilegais com ele. (...) Nunca procurei qualquer senador ou senadora para legalização de jogos”, afirmou.

Fonte Blog de Glaucia Lima

Mensalão e a confissão de Álvaro Dias


Por Altamiro Borges

Álvaro Dias, o líder do PSDB no Senado, está excitado com o julgamento do chamado “mensalão do PT”, previsto pelo Superior Tribunal Federal (STF) para ter início em 1º de agosto. Ele nem sequer esconde as razões eleitoreiras da sua euforia. Em matéria publicada ontem pela Agência Estado, o senador tucano prevê que o julgamento terá forte impacto no pleito municipal de outubro.
“A influência não ocorrerá em municípios menores, onde se discutem os programas locais. Mas essa é uma eleição nacionalizada pela sua importância. Pela presença aqui [em São Paulo] do ex-presidente, que está no epicentro do mensalão, não há como não verificar a hipótese de influência eleitoral”, afirmou o senador durante a convenção que oficializou a candidatura de José Serra à prefeitura paulistana.

Fuzilamento por razões eleitoreiras

A confissão de Álvaro Dias confirma o que os menos ingênuos já sabiam. A oposição demotucana e a sua mídia forçaram o início do julgamento por razões puramente eleitoreiras. A forte pressão sobre o STF nunca visou um processo justo, técnico, com base nos autos da acusação. A razão sempre foi política, eleitoreira. Daí o empenho para garantir que o julgamento ocorresse na véspera das eleições municipais.
Os demotucanos contam com a inestimável ajuda da mídia para amplificar ao máximo as imagens do circo montado no STF. Capas e capas de jornais e revistas serão produzidas nos meses de agosto e setembro. Os “calunistas” amestrados da rádio e televisão não falarão em outra coisa. Será um autêntico fuzilamento – e não um julgamento – com interesses puramente eleitorais.

Fonte Blog do Miro

Os ricaços e os 13 jatinhos ilegais


Por Altamiro Borges

Numa ação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal, realizada na madrugada desta quinta-feira (21), foram apreendidos 13 jatinhos de luxo utilizados ilegalmente por ricaços brasileiros. Batizada de Operação Pouso Forçado, ela envolveu 50 agentes da PF e 25 auditores fiscais e percorreu os aeroportos de Congonhas (SP), do Galeão (RJ) e de Jundiaí e Viracopos, no interior paulista.
Segundo os responsáveis pela operação, o esquema de importação irregular de jatos executivos causou prejuízos de pelo menos R$ 192 milhões com a sonegação de impostos. O valor total das aeronaves ultrapassa R$ 560 milhões – apenas um dos jatos custa cerca de R$ 100 milhões. Segundo relatou à Folha o superintendente-adjunto da Receita Federal, Marcos Prado Siqueira, essa foi a maior apreensão de bens do órgão em uma única operação.

Empresa de fachada em paraísos fiscais

As investigações da Operação Pouso Forçado começaram há um ano. Pelo esquema, brasileiros criavam uma empresa de fachada em paraísos fiscais, que firmava contrato com um banco estrangeiro para que o avião fosse registrado nos EUA. Com isso, os jatos voavam para o Brasil como se estivessem a serviço da empresa estrangeira e não pagavam os impostos de importação.

Se gostou do Acordo Ortográfico então vai adorar o VOC



Parece mau demais para ser verdade.
Cortesia da emissão da Televisão de Angola, fiquei a saber - talvez muita gente já soubesse mas eu pessoalmente não sabia - da nova "modernização" da Língua Portuguesa que está na calha. Chama-se Vocabulário Ortográfico Comum, e será um dos temas a serem tratados, entre amanhã e Quinta-feira, em Luanda, no Colóquio Internacional «O Português nas Organizações Internacionais», uma iniciativa do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores de Angola.
Em que consiste o Vocabulário Ortográfico Comum? Simples: em integrar na Língua Portuguesa todos os vocabulários em uso nas línguas autóctones de países lusófonos. Por exemplo, e tal como explicou o director-executivo do IILP, o professor brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, as palavras das línguas bantus de Angola ou dos dialectos dos índios amazónicos passarão a fazer parte da Língua Portuguesa, podendo ser usadas em pé de igualdade com as palavras do Português original e no mesmo texto, na mesma frase. Ou seja, será possível usar na mesma frase termos mauberes, kikongos e tupinambás, sempre sem deixar de falar Português. E estamos realmente a falar de todos os vocábulos dessas línguas, uma vez que o processo de recolha dessas palavras em línguas locais será feito com recurso a programas informáticos funcionando na internet, efectuando um rastreio a sites ou documentos PDF à procura de novas palavras, que assim serão registadas e integradas automáticamente na base de dados que constituirá o VOC.
É claro que a cada novo vandalismo com a cultura portuguesa surgirão sempre ardentes defensores da "evolução", e da "dinâmica" cultural, com argumentos em favor da aproximação de gentes e de formas de encarar o mundo. Outros justificarão com razões geopolíticas de que Portugal tem de acompanhar o processo. Melhor compreensão é que seguramente não poderá ser argumento.
De acordo com o anunciado, o colóquio poderá ser seguido pela internet, seguindo as indicações do blogue do IILP em: http://iilp.wordpress.com/

Fonte Blog do Saraiva

1 de julho de 2012

Veja pirou no seu ódio contra Chávez


Por Altamiro Borges

A edição da revista Veja desta semana está hilária. Em matéria com chamada de capa, a publicação justifica o golpe da oligarquia no Paraguai – criticado até pela servil Organização dos Estados Americanos (OEA) – e, num gesto tresloucado, acusa o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, de “tentar promover um golpe militar” no país vizinho. O seu antichavismo doentio beira a loucura!
Baseando-se em fontes golpistas – a revista adora cultuar notórios bandidos como fontes, tipo Carlinhos Cachoeira –, a revista especula que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro se reuniu com integrantes das Forças Armadas do Paraguai na véspera do golpe. Na sua visão conspirativa, o panfleto direitista conclui que o suposto encontro foi uma tentativa de golpe de “esquerda”.

Mais um factoide diversionista

Ela não informa, porém, que no dia do impeachment relâmpago de Fernando Lugo uma comitiva de chanceleres foi enviada às pressas pela cúpula do Mercosul a Assunção para discutir a situação do país com vários atores políticos. A revista, famosa por inventar factoides, garante que Maduro foi ao país pedir aos comandantes militares que “reagissem caso Lugo fosse de fato deposto”.
Com base nesta especulação, sem qualquer prova concreta, a Veja conclui que foi Hugo Chávez quem tentou dar um golpe. Os golpistas paraguaios, vinculados à oligarquia, aos partidos conservadores e à mídia venal, seriam “democratas inocentes”. A revista também critica o Mercosul e a Unasul, “os encrenqueiros”, por condenarem a deposição sumária do presidente democraticamente eleito.

Em seu direitismo fascistóide, a revista Veja pirou de vez! 

Fonte Blog do Miro

Fantasma? Arthur Virgílio deveria pegar no batente por 40hs semanais no MRE


Arthur Virgilio um dos "pilares da ética, da moral e dos bons costumes", que prometeu uma surra no presidente Lula é um funcionário fantasma e recebe todos os meses salários do erário. Grifo meu
O funcionário público Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), deveria cumprir jornada de 40 horas semanais no Ministério das Relações Exteriores, mas ele costuma ser visto longe do batente, em Manaus, mais precisamente fazendo pré-campanha para tentar a prefeitura.



No portal da transparência não consta que ele esteja afastado, nem licenciado. Pelo contrário, ele recebeu o salário do mês de maio regularmente, no valor de R$ 3.308,26 (fora verbas indenizatórias, que ainda não estão disponíveis no portal).


Reincidência

Arthur Virgílio, quando era senador, admitiu que manteve em seu gabinete um funcionário fantasma, estudando na Espanha por 18 meses, e recebendo salários regularmente como se fosse seu assessor no Senado, sem trabalhar.
O tucano, para escapar de processos com base no artigo 171 do código penal, fez um acordo para devolver aos cofres públicos os R$ 210 mil em salários desviados dos cofres públicos do Senado, parcelado em três vezes. Porém ele só apresentou ao público o recibo da primeira parcela de R$ 70 mil. As duas últimas, nunca mais tocou no assunto. O povo quer saber: os outros R$ 140 mil que ficaram faltando, foram devolvidos aos cofres públicos?

Fonte Os amigos do Presidente Lula