8 de março de 2013

Reinaldo rotula Hugo Chávez como 100% idiota




Depois de classificar Oscar Niemeyer, no dia de sua morte, como “metade gênio, metade idiota”, ganhando, assim, o apelido de “rola-bosta”, o blogueiro neocon Reinaldo Azevedo agora define o ex-líder venezuelano como 100% idiota


 8 de Março de 2013 às 05:57

247 – Em Reinaldo Azevedo, blogueiro neocon de Veja, o apelido “rola-bosta”, conferido por Leonardo Boff no dia em que o jornalista definiu Oscar Niemeyer como  “metade gênio, metade idiota”, grudou feito tatuagem. Insatisfeito com a notoriedade, Reinaldo agora repete a argumentação, para sustentar que Hugo Chávez era 100% idiota. Leia abaixo:


A morte de Hugo Chávez revela que estamos vivendo dias um tanto sombrios. Os valores da democracia estão em crise. Basta ler o noticiário para constatá-lo. Chego à conclusão de que os idiotas e os simpatizantes de tiranias supostamente virtuosas estão no comando de alguns veículos da imprensa, ainda que eles próprios dependam vitalmente da liberdade. Por que escrevo isso? Vamos ver.

A antiga pauta de esquerda — a revolução socialista — foi definitivamente aposentada. Assumiu, ao longo do tempo, uma nova configuração, bem mais fragmentada. Vivemos sob o signo da reparação das chamadas “injustiças históricas”: com os pobres, com os negros, com os indígenas, com as mulheres, com os gays, com os quilombolas, com a natureza… Escolham aí. A cada pouco surge uma nova “minoria” — sociologicamente falando — disposta a impor a sua pauta como precondição para a justiça universal. É evidente que não tenho nada contra a justiça, ora bolas! Por que não seria eu também um homem tão bom quanto os ciclistas, por exemplo? É claro que sou! É alguém me falar do bem, do belo e do justo, e estou dentro, estou com os bacanas.

Se todo mundo quer um mundo perfeito, não serei eu a ficar fora dessa festa. A questão é saber como essas reparações todas serão realizadas no âmbito da democracia, de uma sociedade de direito, que respeite os direitos individuais. Governar com ditadura é fácil; com democracia é que é o “x” do problema.

Cansei de ler nestes dois dias alguns raciocínios perigosos. Eles consistem basicamente na aceitação tácita de que a melhoria de alguns indicadores sociais na Venezuela — e houve — estão atreladas ao “modelo” inventado por Hugo Chávez. O desemprego, com efeito, caiu de 14,5% em 1999, quando ele chegou ao poder, para 8% no ano passado. Mas também chegou a 18% em 2003, no seu quinto ano de governo. Já a inflação era de 29,9% em 1998, quando ele foi eleito pela primeira vez, e chegou a 33% no ano passado. O seu menor índice foi em 2001, com 12%. O IDH subiu de 0,656 para 0,735 em 2011 e passou, por exemplo, o do Brasil.

Não é segredo para ninguém que Chávez usou o dinheiro farto do petróleo para empreender um forte programa assistencialista. E é esse assistencialismo que garante a adesão entusiasmada dos mais pobres a seu governo. Também é claro as ditas elites tradicionais da Venezuela estavam entre as mais corruptas e socialmente insensíveis do mundo — o que acaba facilitando a emergência de líderes com o seu perfil. Vale para a Venezuela, a Bolívia, o Equador… Mas a rapacidade das ditas-cujas justifica o modelo bolivariano?

Chávez tomou, sim, iniciativas que minoraram o sofrimento dos mais pobres. Isso não está em debate. A questão é saber por que ele precisava da ditadura. A questão é saber por que ele precisava apelar a um regime de força. Essas perguntas não têm resposta porque simplesmente a pantomima bolivariana era desnecessária. Lula também tentou impor alguns instrumentos de exceção no Brasil. Não conseguiu — não ainda ao menos. E nada impediu o petismo de levar adiante a sua lenda.

O presente que corrói o futuro

Estadão: se Barbosa não se vê capaz, que saia




Com 24 horas de atraso, jornal O Estado de S. Paulo publica editorial reagindo à agressão sofrida por seu repórter Felipe Recondo, a quem Joaquim Barbosa chamou de "palhaço"; “Se não se sente em condições físicas e psicológicas para manter um comportamento público compatível com a dignidade dos cargos que exerce, Joaquim Barbosa deveria deles se afastar”, diz o texto; ministro ainda não se desculpou pessoalmente com o profissional

247 – Com 24 horas de atraso, o jornal Estado de S. Paulo reagiu à agressão sofrida por um de seus profissionais, o repórter Felipe Recondo, e que foi cometida justamente pelo homem que deveria zelar pela Justiça no País: o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
No editorial “Lamentável truculência”, o jornal afirma que o ministro, se não se sente em condições físicas e psicológicas de cumprir com suas funções e com o decoro do cargo, deveria deixá-lo, lembrando que Barbosa atribuiu a agressão que cometeu a uma dor nas costas. Segundo o Estadão, Barbosa ainda não se desculpou de forma adequada e coloca em risco sua própria imagem.
O texto, no entanto, transita numa linha tênue entre a crítica ao estilo de Barbosa e os elogios à sua conduta do ministro na Ação Penal 470. "Barbosa foi transformado no Torquemada do PT pela mídia", avalia o jornalista, professor e militante político Emiliano José. "Depois de endeusá-lo, fica difícil criticá-lo".
Eis a dificuldade do Estadão e de praticamente todos os veículos que cultuaram a figura de Joaquim Barbosa: como ele foi transformado em herói por ter cumprido uma função politica e ter sido o algoz dos réus do processo do chamado mensalão, a crítica se torna mais delicada e cuidadosa.
Até agora, além de ter chamado o jornalista de "palhaço" e de tê-lo acusado de "chafurdar no lixo", justamente porque apurava uma reportagem sobre o excesso de gastos e mordomias no STF, o ministro Barbosa também se nega a responder à críticas de associações que representam 100% dos juízes brasileiros, que o acusam de ser superficial, preconceituoso, desrespeitoso e "dono da verdade". Barbosa, chefe do Judiciário, acusou seus pares de terem uma mentalidade pró-impunidade.
Para o 247, o estilo de Barbosa jamais surpreendeu (leia mais em "O estilo é o homem").
Leia abaixo o editorial:
O ESTADO DE S. PAULO - 07/03

É profundamente lamentável que, por causa de um temperamento muitas vezes descontrolado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, coloque em risco a admiração e a credibilidade que conquistou - não apenas para si, mas, com a colaboração de seus pares, principalmente para o Poder republicano que hoje comanda - por ocasião do histórico julgamento da Ação Penal 470, que, ao mandar para a cadeia uma quadrilha de criminosos de colarinho-branco, sinalizou o fim da impunidade para os poderosos da política brasileira.
Joaquim Barbosa, cuja história de vida é um exemplo e um estímulo para todos os seus compatriotas, está hoje empenhado, na presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), numa luta muito mais ampla e renhida do que a que enfrentou no julgamento do mensalão, que teve a espinhosa responsabilidade de relatar. Profundo conhecedor das mazelas da Justiça brasileira, Barbosa está firmemente determinado a dar a contribuição de seus mandatos à frente do STF e do CNJ para que o aparato Judiciário se torne verdadeiramente capaz de fazer justiça a partir do princípio fundamental de que todos os cidadãos são iguais perante a lei.

Contudo, diante do peso do desafio que se coloca diante do ministro, as reiteradas manifestações de descontrole emocional de Barbosa tornam-se muito preocupantes. Já durante o julgamento do mensalão, transmitido ao vivo e acompanhado por um enorme contingente de brasileiros, em várias ocasiões o então ministro relator tratou com impaciência e descortesia os pares que se opunham a suas ponderações. Mais de uma vez, viu-se obrigado a se desculpar. E a maior parte do público sempre assimilou esses deslizes com alguma tolerância, até porque era testemunha do padecimento físico que um problema crônico de coluna impunha ao ministro.

No entanto, na última terça- feira, à saída de uma sessão do CNJ, o destempero de Joaquim Barbosa ultrapassou os limites da civilidade. Ele ofendeu, com inacreditável truculência, um repórter deste jornal que tentava lhe fazer uma pergunta sobre a crítica que o ministro recebera de associações de juizes por ter dito, numa entrevista, que há juizes que aplicam com demasiada complacência uma lei penal já excessivamente leniente. Sem permitir que o jornalista sequer concluísse a pergunta, Barbosa pediu que fosse deixado em paz e fulminou, em tom raivoso: "Vá chafurdar no lixo, como você faz sempre". E, enquanto seu assessor tentava afastá-lo dali, ainda chamou de "palhaço" o profissional que queria apenas entrevistá-lo.

O fato de a vítima da truculência do ministro ser um repórter deste jornal é irrelevante. A irresponsabilidade cometida por Barbosa atinge toda a imprensa, e não se redime com um anódino pedido de desculpas formulado em nota oficial pela assessoria do STF. Nem minimiza a gravidade do ocorrido a alegação, contida na nota, de que Joaquim Barbosa fora "ríspido" com o jornalista porque saíra de uma longa reunião do CNJ "tomado pelo cansaço e por fortes dores". Se não se sente em condições físicas e psicológicas para manter um comportamento público compatível com a dignidade dos cargos que exerce, Joaquim Barbosa deveria deles se afastar. É o que merece como ser humano, é o que dele espera a enorme massa de brasileiros que por ele tem demonstrado, até agora, admiração, respeito e apreço.

A reincidência do presidente do STF num comportamento reprovável sob todos os aspectos - desde a transgressão da liturgia do cargo que ocupa até o comprometimento de uma imagem pública que favorece o aperfeiçoamento das instituições nacionais - foi recebida com escandaloso regozijo, nas mídias sociais, pelas viúvas do mensalão, interessadas em desacreditar o principal responsável pelo desfecho da Ação Penal 470, em proveito dos dirigentes partidários condenados à prisão pelo crime de comprar apoio parlamentar para o governo Lula.

E hora de Joaquim Barbosa parar para pensar que pode estar começando a desfazer tudo o que até agora construiu com grande competência e admirável dedicação.

Fonte – Brasil247

Ex-ditador, atual cadáver e futura múmia. Mas procria!

É triste constatar que temos este tipo de mídia no Brasil. Esse é o Rola Bosta Reinaldo Azevedo, apelidado por Leonardo Boff num de seus artigos. Pasmem com o artigo seguinte escrito no seu  blog hospedado na veja.




É a Frente Unida do Atraso. Ali se veem Cristina Kirchner, presidente da Argentina; José Mujica, presidente do Uruguai, e Evo Morales, o índio de araque, presidente da Bolívia, com uma jaqueta que traz a imagem de Che Guevara — aos 54 anos, com os cabelos mais negros do que as asas da graúna, nem a cor da cabeleira desse farsante é verdadeira. Indígena que usa Hené Maru! O menos dolosos no que concerne à democracia é o pançudo do meio, cuja iniciativa mais vistosa foi tentar estatizar a maconha… Coitada da América Latina! Alinham-se diante do corpo de Hugo Chávez, ex-ditador, atual cadáver e futura múmia, que procria. Na Venezuela, com o “comandante” vivo ou morto, uma ilegalidade vai gerando outra; uma violação à Constituição dá à luz a seguinte. O Tribunal Superior de Justiça, um dos cartórios do bolivarianismo — não existe Poder Judiciário independente no país —,  decidiu que Nicolás Maduro poderá se candidatar na próxima eleição.
É um esculacho. Maduro ficou no comando do país porque o tribunal entendeu que, sendo vice (ele não era!!!), substituía interinamente o presidente. Fraude: Chávez não chegou a tomar posse desse mandato. Se não tomou, como é que Maduro poderia ser vice? O tribunal fraudou a Constituição, inventando a tese da “continuidade administrativa”.
Muito bem! Só porque o tribunal entendeu que Maduro era o vice legal é que ele ficou no comando do país. Seguisse o que vai na Constituição, deveria ter assumido interinamente Deosdato Cabello, presidente da Assembleia Nacional. Também é um bolivariano xexelento (de um hospício diferente), mas é a lei. E daí? Os togados do chavismo (Deus meu!) declararam: “Maduro é o vice”. É? Então vamos ver o que diz agora o Artigo 229 da Constituição, feita pelos próprios aloprados:
“No podrá ser elegido Presidente o Presidenta de la República quien esté en ejercicio del cargo de Vicepresidente Ejecutivo o Vicepresidenta Ejecutiva, Ministro o Ministra, Gobernador o Gobernadora y Alcalde o Alcaldesa, en el día de su postulación o en cualquier momento entre esta fecha y la de la elección.”
Eis aí. É evidente que Maduro não poderia ser candidato exercendo o cargo porque esse mesmo tribunal decidiu que ele era “vice-presidente executivo” — e só por isso assumiu o comando. O que fazer? Ora, mudar o nome da sua função. Ele passa a ser “vice-presidente interino”. Como não existe no Artigo 229 óbice a que um “vice-presidente interino” se candidate, então é isso o que ele é. Se houvesse, inventariam outra designação qualquer.
Para não passar o poder ao presidente da Assembleia, como determinada a Constituição, inventaram que Maduro era o vice; para que possa concorrer à Presidência, dizem agora que não é mais vice. Na Venezuela, a legalidade é aquilo que os bolivarianos dizem ser a legalidade. Não seguem nem mesmo as leis que eles próprios criam.  Vejam esta outra foto (Reuters). Volto em seguida.

As personagens principais são conhecidas, não é mesmo? Poderia ser só o ar compungido típico dos velórios. Existe, na nossa língua, a expressão “fazer cara de enterro”. Ocorre que vai nessa compunção algo mais do que a solidariedade humana com a dor alheia. Há ali o endosso a um regime que viola as regras mais elementares da convivência democrática. Não custa lembrar que Dilma Rousseff e Cristina Kirchner deram um verdadeiro golpe no Mercosul para abrigar a Venezuela ditatorial de Hugo Chávez e suspender os direitos do Paraguai, uma democracia.
O flagrante, no entanto, está a nos lembrar que “eles” passam, ainda que tentem se preservar como múmias.
Por Reinaldo Azevedo

Fonte – veja on line

O novo Jânio Quadros




Não acreditem nos surtos do Joaquim Barbosa. É jogo de cena
Nirlando Beirão

Tem gente aí dizendo que Joaquim Barbosa, o condestável do Mensalão, surtou de vez.
Vocês se lembram: valendo-se da condição do presidente do Supremo, ele passou o julgamento soltando baforadas de ódio não só contra os acusados. E contra seus colegas de bancada, também.
Agora, o homem anda insultando jornalistas. Sem mais nem menos, chamou um deles de “palhaço” e mandou-o “chafurdar no lixo”.
O mais surpreendente é que a vítima dos impropérios milita num dos veículos que fizeram do implacável Barbosa um herói da República: o Estadão.
O surto de Barbosa não é loucura passageira de um jurista que, de repente, ganha status de celebridade da revista Caras, sobraçando uma namoradinha quase teen e que sai por aí esperneando – “invasão de privacidade”.
Joaquim Barbosa sempre adorou um holofote. O surto é uma estratégia minuciosamente estudada. Elevar-se acima da imprensa que tanto o incensou, simulando isenção, independencia e imparcialidade.
Para quem conheceu Jânio Quadros e seu método de falsa loucura, Joaquim Barbosa não está inovando nem um pouco.
Jânio só faltava espancar os jornalistas. Xingava-os de cães, de abutres, coisas assim. Claro que no dia seguinte uma gordurosa legião de jornalistas se postava à sua porta para registrar os impropérios do dia.
Assim, Janio, showman de talento, não saia das manchetes. A imprensa engolia a isca.
Joaquim Barbosa também está se mostrando um espertalhão. Vai ter cobertura cativa daqueles repórteres a quem eles irá desacatar. Mas não tem o mesmo talento cénico de um Janio Quadros.
(Nunca é demais lembrar que muita gente também não tem os jornalistas em alta estima. O potencial residual de rejeição da imprensa é um achado eleitoral para os oportunistas marotos).
Joaquim Barbosa foi aplaudido de pé num festival de música de Trancoso, segundo noticiou o jornalista-torcedor Elio Gaspari – que está convencido de que Joaquim Barbosa é o Barack Obama do Brasil.
Ser aplaudido em Trancoso é como ser aplaudido num daqueles botequins udenistas do Leblon ou num restaurante tucano de Higienópolis.
Empavonado em suas togas agourentas, Joaquim Barbosa tem ambições. De alma autoritária, quer se passar por ombudsman da democracia.

Fonte – Blog do Saraiva