28 de maio de 2012

Nota oficial da Assessoria de Lula sobre a reportagemda Veja

 
Sobre a reportagem da revista Veja publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF, Gilmar Mendes, sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:
1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.
2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação a ação penal do chamado Mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.
3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.
4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.
Assessoria de imprensa do Instituto Lula
Postado em 28/05/2012

VEJA, LULA E GILMAR Uma história mal contada

Por Luciano Martins Costa em 28/05/2012

A imprensa tradicional, ou os meios de comunicação vinculados às marcas tradicionais da imprensa, já não são capazes de mobilizar opiniões e vontades no Brasil. A afirmação, feita sem uma pesquisa que a respalde, pode parecer leviana à primeira vista, mas a cada semana se torna mais evidente que a opinião do público e a ação política dos cidadãos passam muito longe de instituições como a mídia ou os partidos.
A mera observação do noticiário permite constatar como certos temas ganham grande destaque no papel sem, no entanto, provocar o número proporcional de comentários de leitores em sua versão digital. No fim, tudo se transforma em um círculo de manifestações entre a imprensa e suas fontes, sob o olhar aparentemente desinteressado da sociedade.
A nova estocada da revista Veja, segundo a qual o ex-presidente Lula da Silva teria pressionado o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes a adiar o julgamento do chamado caso “mensalão”, em troca de uma blindagem do ministro na CPI que investiga as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira, é o caso que merece essa observação.
Aposta do Globo
Segundo a revista da Editora Abril, o ex-presidente teria feito “insinuações” sobre as relações entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres, apontado como articulador dos interesses do bicheiro no Congresso e em alguns estados. A história comprada pela imprensa é de que Lula teria pressionado o ministro do STF para adiar o julgamento do caso “mensalão”.

27 de maio de 2012

SERIE BREVE BIOGRAFIA III: Ingmar Bergman


O diretor sueco Ernst Ingmar Bergman nasceu em 14 de julho de 1918 em Uppsala - Suecia. Vindo de uma família extremamente rígida e religiosa, já dirigia peças de teatro na infância. Começou a escrever roteiros em 1941 e quando foi contratado pela SF (Swedish Filmindustry) teve seu primeiro roteiro filmado por Alf Sjöberg: "Hets" (1944.). Esta foi também sua primeira chance de dirigir uma cena profissionalmente. Bergman é um dos mais importantes realizadores do cinema dos anos 50, 60 e 70. É autor de uma vasta e personalíssima obra, onde temas como Deus, morte, sexo e relações humanas são tratados com forte intensidade dramática. No Brasil sua presença foi detectada no início dos anos 50, antes que a crítica internacional o descobrisse, e seus filmes influenciaram cineastas e críticos. Apesar de sua numerosa obra cinematográfica, nunca deixou de lado o trabalho no teatro. Entre 1963 e 1966 foi diretor do Swedish Royal Dramatic Theater. Em 1976 foi envolvido em um escândalo de impostos que o levou a deixar a Suécia, indo para a Alemanha.

O Supremo precisa chamar Gilmar às falas



Autor - Luis Nassif

As seguintes suspeitas rondam o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente após sua última parceria com a revista Veja. E não tem como seus pares ignorarem:
  1. 1. Há indícios de alguma forma de envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres. Há suspeitas de uma viagem paga a Berlim e voos fretados no Brasil. Seja o que for, se os fatos existiram ou não, se imprudência, desvio ético ou corrupção, a corte precisa apurar. Não pode ignorar suspeitas graves. Há a necessidade premente de se saber a extensão de suas ligações com Demóstenes, Cachoeira e Veja.
  2. Há pelo menos um ato da maior gravidade, que necessita ser esclarecido: a contratação do principal operador de Cachoeira – o araponga Jairo -, para trabalhar na segurança do STF. Há indícios de jogadas combinadas entre Veja, Cachoeira e Gilmar. Foi a matéria “A República do Grampo”, mais os factoides sobre o grampo no Supremo que provavelmente forneceram o álibi para que Gilmar contratasse Jairo. A República do Grampo era controlada por Carlinhos Cachoeira e, graças a Gilmar, o Supremo pode ter ficado à mercê da organização criminosa. O episódio da falsa escuta no Supremo envolveu a instituição em uma armação que até hoje não foi esclarecida.
  3. Há indícios veementes de que o encontro com Lula foi solicitado pelo próprio Gilmar. E desconfiança que se destinava a obter o apoio de Lula contras as investigações da CPMI de Cachoeira. Qual a moeda de troca?
  4. A matéria da dupla Veja-Gilmar manipula declarações de vários ministros da corte, tendo como endosso Gilmar Mendes.
Gilmar precisa ser chamado a se explicar. O Supremo não pode ficar inerte ante o risco de um mega-escândalo que poderá afetar sua imagem. E robustecer teorias conspiratórias – como a de que vários ministros estariam reféns de Gilmar.

As manchas na imagem do STF


Por Eduardo Ramos

O Supremo Tribunal Federal representa a segurança final do país. É o órgão que dá a palavra final às causas que batem à sua porta, dirime dúvidas sobre a constitucionalidade de leis duvidosas, dialoga com Executivo e Legislativo em busca do bem maior, a paz social e o império da lei, da justiça no país.
Seus ministros deveriam ser não só dotados de elevado e inegável conhecimento jurídico, mas também de espírito público, discrição, dignidade no trato com a imprensa, com seus pares, com os representantes dos outros poderes.  Deveriam incorrer no máximo esforço pessoal para dignificar seus cargos, para dignificar a instiruição e angrariarem o respeito da sociedade civil. Sem a intervenção da Justiça, resta a barbárie, o crime, a manipulação, toda a sorte de opressão dos poderosos contra aqueles que não detêm fatia maior de poder, sejam pessoas, sejam grupos de pessoas - trabalhadores, mulheres, negros, índios, gays, etc. etc. etc. - qualquer grupo que em determinado lugar ou época estejam com seus direitos fundamentais ameaçados. Não é pouca coisa...

O histórico dos Civita em CPIs


Do Blog da Helena / Rede Brasil Atual



Os parlamentares do nosso Congresso precisam perder o medo de convocar barões da mídia e jornalistas para depor em CPI.
Na época da ditadura – no ano de 1982 –, o irmão de Roberto Civita já depôs, e não foi por perseguição dos militares. Foi por se envolver num escândalo de corrupção, acusado de favorecimento por ministros e dirigentes de bancos estatais.
Quem conseguiu convocar a CPI foi a oposição à ditadura, por meio de um requerimento do então deputado Del Bosco Amaral do PMDB. Mas o partido da ditadura, o PDS (sucessor da Arena e ancestral do DEM e do PSD), capturou a presidência e a relatoria da CPI.
A história começou em 1980, durante o governo do general Figueiredo. O jornal O Estado de S. Paulo rompeu com o corporativismo na imprensa e publicou denúncias do escândalo de corrupção do Grupo Abril, donos da revista Veja.
Tratava-se da construção dos hotéis Quatro Rodas, em pontos turísticos no Nordeste, com incentivos fiscais da Sudene e dinheiro público vindo de empréstimos do BNB (Banco do Nordeste), Banco do Brasil e até do extinto BNH (Banco Nacional da Habitação), criado para financiar só a habitação, foi colocado para financiar hotel de luxo, na hora de dar "aquela ajudinha" ao Grupo Abril.

A Procuradoria Geral da República e o Caixa 2 de Rosalba


Postagens de áudios em blogs e no Youtube sobre um suposto Caixa 2 existente na campanha de Rosalba ao Senado em 2006 surpreenderam meio político.

Por Carlos A. Barbosa, Especial para o Nominuto

Esta semana o mundo político do Rio Grande do Norte foi surpreendido com postagens de áudios em blogs e até no Youtube sobre um suposto Caixa 2 existente na campanha da hoje governadora Rosalba Ciarlini (DEM), quando de sua candidatura ao Senado em 2006. O assunto não havia ainda despertado interesse na mídia tradicional principalmente por parte da imprensa nacional.
Na última sexta-feira, no entanto, teve-se informação de que o jornal O Globo se interessou pelo material e andou procurando o jornalista Daniel Dantas Lemos, que mantém o blog De olho no discurso, e quem primeiro publicou os áudios. Até então, apenas o jornal online Brasil 247 e o jornalista Cláudio Humberto, em seu blog, haviam repercutido o assunto nacionalmente. 
O Ministério Público confirmou, através de nota, as interceptações telefônicas, e que os áudiosforam remetidos ao procurador geral da República, a quem cabe, se for o caso,esclarecer os encaminhamentos ulteriores adotados, ressaltando, no entanto, que não partiu do órgão o vazamento das gravações. Detalhe: O caso foi arquivado em 2009 pela PGR (Procuradoria Geral da República ) sem o aprofundamento das investigações.
A secretária-geral do Democratas no Rio Grande do Norte, Fátima Lapenda, por sua vez, divulgou nota dizendo que "o então PFL-RN fez nas eleições de 2006 doações oficiais a todos os seus candidatos a deputado, que constava, inclusive, na prestação de contas junto ao TRE/RN", para justificar que não houve Caixa 2.

Essa é a imprensa que nós temos



Fonte - Blog do Aposentado Invocado