LUIZA
SOUTO
DO RIO
DO RIO
Estreante em novelas, mas há 20 anos se apresentando
pelos palcos do país, nem a própria Titina Medeiros, 35, imaginava que faria
tanto sucesso na pele da incorrigível
Ao "F5", a atriz revelou que acredita numa
reviravolta de sua personagem e contou como está sendo a primeira experiência
em televisão.
"F5" - Você se inspirou em alguém para
compor a Socorro?
Titina Medeiros - Me inspirei em duas
pessoas, mas uma não quero falar o nome porque é da minha família, uma pessoa
muito íntima, mas que reconhece que tem umas coisas dela na Socorro. E a outra
é de um vídeo que vi na internet --que eu adoro--, que se chama "Duelo de
Titãs - Travesti Gisela". Meu sonho é conhecer essa pessoa. É um
transexual que tem a autoestima como a da Socorro, que sempre acha que se sai
muito bem. Mas nenhuma dessas pessoas tem o mau-caratismo da Socorro, apenas os
trejeitos.
Uma vidente falará para a Chayene [Cláudia
Abreu] que uma pessoa tomará tudo dela, mas a cantora acredita que é a Rosário
[Leandra Leal]. Não seria a Socorro?
Eu acho que é a Socorro. Não sei muito ainda, mas acho
que a Socorro vai dar uma reviravolta. No dia que a Rosário apareceu na casa de
Chayene e fez comida para ela, foi a Socorro que a serviu. E a Chayene não
lembra disso. E a Socorro já disse algumas vezes que ela vai ser dona de tudo
aquilo. Isso me confunde, me faz pensar se ela é bobinha, ingênua, ou se mostra
como ingênua pra depois dar o bote. Acho que ela é iludida, só quer o sucesso.
Acho que ela vai se revelar.
E o que você está achando do texto dos autores?
Acho a novela muito dinâmica, com cenas curtas. Os
autores deixaram muito espaço para o público criar. Eles não precisam explicar
muito. No teatro tem muito isso. E essa coisa da leveza, da caricatura. Eu
adoro.
Como está sendo essa experiência na TV?
Pra mim ainda está sendo bem difícil. Estou fazendo
com alegria, estou muito feliz, mas é difícil por ser o primeiro trabalho, por
ser um personagem de muita responsabilidade pra quem faz pela primeira vez. Mas
estou me jogando. Não fico criando dificuldades.
Como você começou na arte?
Sou do sertão do Rio Grande do Norte, de uma cidade
muito pequena chamada Acari, e até os 16 anos não conhecia o teatro. Eu queria
ser musicista, estudava trompete, e jornalista, que é a minha formação
acadêmica. Quando assisti a Maria do Céu Guerra no espetáculo "O Pranto de
Maria Parda", na capital, eu saí dali com a certeza de que queria fazer o
que ela fazia. Então comecei a estudar teatro e com 19 anos já ganhava dinheiro
com isso. Encontrei o [grupo] Clowns de Shakespeare e é onde estou até hoje.
Mas você ainda pertence ao Clowns de
Shakespeare?
Esse ano a gente está com espetáculo "Sua
Incelença, Ricardo III". Como vim fazer novela estou sendo substituída,
porque me avisaram de cara que não dava para conciliar teatro e TV, mas já
estou morrendo de saudade.
E como está o circuito cultural em Natal?
Está muito sofrida a cultura do meu Estado. Quando há
festivais as casas de espetáculo têm, em media, 80% de público, mas estamos num
lugar muito triste porque a prefeita destruiu nossa cidade. E ainda entrou uma
governadora igual. O Rio Grande do Norte está no momento de falência muito
grande. O que nos mantém são os editais públicos, e como o grupo já tem uma
história a gente consegue sobreviver. Essa coisa de eu estar na Globo bate para
o potiguar como um motivo de orgulho. Eles dizem "pelo menos ela".
Sou muito apaixonada pela minha terra, mas falta aquele incentivo. O público
potiguar nem sabe que existe tanta gente boa. Temos muita qualidade.
Fonte Folha de São Paulo

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